Mato Grosso
Hospital Regional de Colíder realizou mais de 14 mil cirurgias desde 2019
Mato Grosso
O Hospital Regional de Colíder, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou 14.147 cirurgias de 2019 a maio de 2025. As especialidades com mais procedimentos realizados desde o início da gestão foram ginecologia/obstetrícia (27,2%), ortopedia (24,7%) e cirurgia geral (22,5%).
O número de cirurgias no hospital aumentou de 2.265, em 2023, para 2.449, em 2024, uma alta de 8,1%. Só neste ano, até maio, já foram realizados 1.205 procedimentos cirúrgicos.
“Essa quantidade de cirurgias realizadas no período mostra o compromisso da gestão em dar celeridade aos atendimentos para reduzir a espera de pacientes que aguardam por procedimentos em Mato Grosso”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Segundo o secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, é notória a evolução do desempenho de todos os hospitais administrados pelo Estado.
“Os hospitais estaduais aumentaram a produtividade em consultas, exames e cirurgias. Com muito planejamento, sempre fazemos mutirões de cirurgia geral, por exemplo, para atender uma quantidade maior de pacientes em um mesmo dia. O foco é prestar a melhor assistência possível ao cidadão”, declarou.
A diretora do Hospital Regional de Colíder, Grazielle Guimarães, disse estar orgulhosa do trabalho da equipe e destacou que a unidade não tem demanda reprimida por cirurgia.
“Todo mundo de Colíder que precisa de algum procedimento cirúrgico, seja após emergência ou necessidade constatada no ambulatório, nós atendemos rapidamente e com qualidade. Também fazemos cirurgias em pacientes de outras cinco cidades da região norte do Estado”, disse.
Ela ainda acrescentou que o Hospital Regional de Colíder começou a realizar cirurgias mais seguras e menos invasivas, com o uso de câmera, em 2024, quando adquiriu duas torres de vídeo. A Secretaria investiu R$ 1,7 milhão nos equipamentos.
Desde então, foram feitas 119 cirurgias gerais por videolaparoscopia, sendo 59 no ano passado e 60 neste ano, entre colecistectomia (retirada de vesícula biliar), apendicectomia (retirada de apêndice), laparotomia (abdômen) e herniorrafia inguinal (hérnia).
“Essa é uma técnica com inovação tecnológica, sendo usada em hospital público para que o usuário do SUS tenha uma recuperação mais rápida, confortável e com menos perigo de ter infecção”, informou a diretora.
A corretora de imóveis Susy Mochi, que passou por cirurgia por vídeo para remoção da vesícula em 24 de abril deste ano, disse que gostou muito do atendimento e das instalações do hospital.
“Desde o médico, desde o atendimento da diretoria, identificaram o que eu precisava, já pediram no mesmo dia que eu fui ali os exames, já fiz o risco cirúrgico. Os médicos muito bem preparados, os exames também foram feitos e eu fiz a cirurgia, foi um sucesso e, das enfermeiras às instalações do quarto, as medicações, eu fui muito bem atendida”, contou.
Saiba mais sobre o hospital
O Hospital Regional de Colíder atua como referência em pronto atendimento, terapia intensiva adulto, neonatal e infantil, clínica médica, pediatria, ortopedia, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, cirurgia vascular, urologia, cardiologia e hansenologia.
A unidade atende residentes de Colíder, Itaúba, Marcelândia, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita e Nova Santa Helena, e a população indígena do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Kayapó.
A estrutura conta com 82 leitos operacionais, sendo 10 leitos de UTI adulto, 8 de UTI neonatal e 2 de UTI Pediátrica, além de 3 leitos pré parto, 3 leitos de estabilização, 3 leitos de Recuperação Pós-Anestésica (RPA), 3 leitos de isolamento. Há também 20 clínicas médicas adulto, 5 pediátricas, 20 cirúrgicas e 10 obstétricas, 3 salas cirúrgicas e 8 consultórios.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes
A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.
Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.
“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.
Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.-
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