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Ministério lança ferramenta que ajuda produtores a exportar

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Em meio à crescente competitividade global, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o AgroInsight, um sistema digital que funciona como um mapa de negócios para quem atua no agronegócio e deseja exportar seus produtos.

O AgroInsight é um periódico técnico e estratégico, produzido pelos adidos agrícolas brasileiros que estão alocados em diversos países. Esses profissionais funcionam como representantes do Brasil nas questões agrícolas internacionais, identificando tendências, demandas específicas e eventuais barreiras que podem impactar a exportação de produtos agropecuários.

A grande novidade do programa é a criação de um banco de dados interativo, que reúne todas as oportunidades mapeadas pelos adidos no exterior. A ferramenta permite buscas personalizadas por produto, país ou tema, facilitando o acesso a informações relevantes tanto para pequenos produtores quanto para grandes empresas do setor.

Em vez de navegar por múltiplas fontes ou depender de contatos pontuais, o produtor rural agora pode consultar diretamente onde há demanda para seus produtos, quais países estão abertos a negociações e quais nichos de mercado estão em ascensão.

Segundo o Mapa, todos os meses os relatórios trazem, no mínimo, duas oportunidades comerciais por país, abrangendo produtos de origem vegetal e animal em proporções equilibradas. Além disso, os documentos incluem análises de conjuntura, comportamento de mercado e até sugestões de estratégias para entrada em novos mercados.

A plataforma foi pensada com foco na simplicidade: os filtros são intuitivos, a navegação é fluida e as informações são apresentadas de forma clara e objetiva. Com isso, produtores com pouca familiaridade com ferramentas digitais também conseguem explorar o sistema sem dificuldade.

Como usar: Acesse o site do Ministério da Agricultura, entre na área do AgroInsight, digite o produto que vo quer exportar no campo de busca e veja os países com demanda identificada pelos adidos agrícolas, além de exigências e oportunidades de exportação.

Exemplo: Você produz cebolas e quer exportar porque o preço local está baixo ou sua produção é grande demais. Você entra no link do Mapa e vai descobrir que o Egito está importando cebolas de qualidade média, embaladas em sacos de 10 kg, com preferência por fornecedores da América Latina — uma chance real de negócio.

Fonte: Pensar Agro

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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