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Semana de visitas técnicas valoriza agricultura familiar em Várzea Grande

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A agenda foi marcada por visitas técnicas a diversas comunidades rurais e assentamentos do Município, onde os técnicos prestaram orientações sobre manejo, adubação, sistemas de irrigação e associativismo

A Coordenadoria de Desenvolvimento Rural da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) encerrou mais uma semana intensa de atividades ao lado de técnicos da Empaer e do Senar-MT com um objetivo claro: fortalecer a agricultura familiar de Várzea Grande, valorizando o trabalho dos pequenos produtores e promovendo o desenvolvimento sustentável no campo.

A agenda foi marcada por visitas técnicas a diversas comunidades rurais e assentamentos do Município, onde os técnicos prestaram orientações sobre manejo, adubação, sistemas de irrigação e associativismo. A semana foi concluída com uma palestra sobre a importância da organização rural como estratégia de crescimento coletivo para os agricultores familiares.

O coordenador de Desenvolvimento Rural, Leandro Luiz da Silva, destaca a importância do acompanhamento direto nas propriedades. “A presença do poder público junto ao pequeno produtor é essencial. Estar na roça, olhar de perto, escutar, orientar e apoiar é o que realmente faz a diferença na vida de quem produz com tanta dedicação”, afirmou.

Entre os destaques das visitas, está o produtor Zito Portela, do assentamento Dorcelina Folador, que plantou uma nova safra de melancia, já com destino certo: os programas PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). Zito enfatizou o valor da agricultura familiar:

“Planto junto com o meu amor, que é minha esposa dona Ivani, e com o Carlão, nosso amigo, e a esposa dele dona Leonice. Estamos aqui fazendo tudo com amor, carinho e dedicação para produzir um alimento orgânico e de qualidade. Viva a agricultura familiar”, afirmou.

Já na comunidade do Pai André, a produtora dona Rosa exibe com orgulho sua horta irrigada, resultado do trabalho assistido pelo Senar-MT (por meio do programa ATeG) e pela Empaer. Alface, couve e cebolinha crescem viçosas nas mãos da agricultora, que agora também colhe o reconhecimento.

Outro exemplo é o produtor Francisco Villas Boas, da região do Sadia III. Em apenas dois hectares, ele cultiva melancia e melão, aproveitando o adubo orgânico distribuído pela prefeitura na última semana, conhecido como “cama de frango”.

No assentamento Formigueiro, o produtor Orlando recebeu a equipe técnica em sua propriedade diversificada, com produção consorciada de jiló, maxixe, abobrinha vitória, pimenta de cheiro e feijão-de-corda, todos irrigados por sistema de gotejamento. Segundo Leandro, “toda essa produção só é possível porque o produtor está se capacitando, ouvindo os técnicos, aplicando tecnologia e aproveitando os recursos que são oferecidos”.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, destacou o papel da parceria institucional. “Essa ação conjunta com a Empaer e o Senar fortalece as cadeias produtivas e garante que o agricultor familiar tenha acesso ao conhecimento técnico e às ferramentas para crescer com sustentabilidade”, pontuou.

A semana encerrou com a palestra “Organização Rural – Associativismo como Estratégia de Organização Produtiva”, promovida em parceria com a Empaer e voltada aos agricultores do assentamento Formigueiro. A proposta foi incentivar a união entre os produtores, mostrando como a formação de associações pode ampliar oportunidades de comercialização, compras coletivas e acesso a políticas públicas.

FEIRA FAM – Na primeira quinta-feira de julho, foi realizada mais uma edição da Feira da Agricultura Familiar (Feira FAM), que se tornou um marco em Várzea Grande. De acordo com a coordenadora do Serviço de Inspeção Municipal e médica veterinária Glaucy Kelly Enciso Alves, esta foi a melhor edição do ano.

“Os que vendem almoço venderam tudo. Vieram pessoas de vários bairros em busca de produtos frescos. Os produtores e feirantes estão gostando muito da feira, que virou uma vitrine para a agricultura familiar”, comemorou Kelly Enciso também responsável pela feira.

A edição reuniu 20 feirantes, entre agricultores, artesãos e produtores de pães caseiros, doces, bolos e compotas. A próxima edição já está sendo aguardada com expectativa por quem cultiva e por quem consome.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande

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A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.

A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.

Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.

“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.

Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.

O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.

Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.

“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.

NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.

Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.

A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.

Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.

“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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