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Flamengo vira para cima do Chelsea e assume a liderança isolada do Grupo D no Mundial de Clubes
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Em uma exibição de garra e eficiência, o Flamengo conquistou uma importante vitória de virada sobre o Chelsea-ING por 3 a 1, nesta sexta-feira, em solo americano. O triunfo na Filadélfia eleva o Rubro-Negro à liderança isolada do Grupo D do Super Mundial de Clubes, somando agora seis pontos. O time inglês, por sua vez, permanece com três pontos na segunda colocação.
O confronto, que prometia emoções, começou com o Chelsea abrindo o placar no primeiro tempo, com um gol de Pedro Neto. Contudo, a etapa final foi dominada pelo clube carioca, que reverteu o placar com gols de Bruno Henrique, Danilo e Wallace Yan, consolidando uma performance memorável.
Primeiro Tempo
O Flamengo iniciou a partida com intensidade, buscando pressionar a saída de bola do Chelsea. Arrascaeta e Ayrton Lucas protagonizaram os primeiros lances de perigo, com chutes que assustaram a meta adversária. No entanto, foi o Chelsea quem se mostrou mais cirúrgico. Aos 12 minutos, aproveitando uma falha da defesa rubro-negra, Pedro Neto se infiltrou e tocou na saída do goleiro Rossi, abrindo o placar para os ingleses.
A desvantagem não alterou a postura do Flamengo, que manteve maior posse de bola, mas encontrava dificuldades em transformar o domínio em chances claras de gol. O Chelsea, por sua vez, tentava explorar os contra-ataques sem grande sucesso. A melhor oportunidade do Mengão na primeira etapa veio aos 43 minutos, em uma cobrança de falta que Gerson finalizou, mas viu Colwill salvar o Chelsea em cima da linha, garantindo a vantagem inglesa no intervalo.
Segundo Tempo: a virada heróica do mengão
A volta para o segundo tempo trouxe um Flamengo mais incisivo. Aos oito minutos, Gerson aproveitou uma falha defensiva do Chelsea e criou a melhor chance até então, com o chute desviado e Plata finalizando para fora, por pouco. O Chelsea quase ampliou em seguida, com Delap, mas Léo Pereira interveio e a bola foi para linha de fundo.
A persistência rubro-negra foi recompensada. Aos 16 minutos, em uma jogada bem construída, Plata escorou um cruzamento e Bruno Henrique, oportunista, empurrou para as redes, decretando o empate. A torcida presente na Filadélfia incendiou a atmosfera.
A virada não tardou. Aos 20 minutos, após cobrança de escanteio, Bruno Henrique novamente participou, escorando para Danilo, que mandou para o fundo do gol, colocando o Flamengo à frente. A situação do Chelsea piorou pouco depois, com a expulsão do atacante Jackson, que havia acabado de entrar em campo, após uma falta dura em Ayrton Lucas.
Mesmo com um a menos, o Chelsea tentou reagir, mas foi o Flamengo quem continuou criando as melhores chances. Gerson quase ampliou e Enzo Fernandez, de cabeça, foi a única finalização de perigo dos ingleses. A vitória foi sacramentada aos 37 minutos, com Wallace Yan. Após uma troca de passes envolvente, o jovem meia finalizou com calma, sem chances para o goleiro do Chelsea, fechando o placar em 3 a 1.
Nos minutos finais, o Flamengo administrou o resultado e celebrou a segunda vitória no torneio.
Próximos Confrontos
Com a liderança do grupo assegurada por enquanto, o Flamengo se prepara para o próximo desafio contra o Los Angeles FC-EUA, na próxima terça-feira, às 22h (horário de Brasília). No mesmo dia e horário, o Chelsea enfrentará o Esperance-TUN, buscando se recuperar na competição.
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO-BRA 3 X 1 CHELSEA-ING
Local: Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA)
Data: 20/06/2025
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Iván Barton (El Salvador)
Assistentes: David Moran (El Salvador), e Antonio Pupiro (Nicarágua)
Cartões amarelos: Gerson, Plata e Pulgar (Flamengo); Caicedo, Delap e Pedro Neto (Chelsea)
Cartões vermelhos: Jackson (Chelsea)
GOLS: Pedro Neto, aos 12′ do 1º T (CHELSEA); Bruno Henrique, aos 16′ d0 2º T; Danilo, aos 20′ do 2º T; Wallace Yan, aos 37′ do 2º T (FLAMENGO)
FLAMENGO: Rossi: Wesley (Varela), Danilo, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Jorginho, Pulgar, Gerson (Wallace Yan) e Arrascaeta (Bruno Henrique); Luiz Araújo (Michael) e Plata (Pedro). Técnico: Filipe Luis
CHELSEA: Sánchez, Gusto, Chalobah e Colwill; James (Lavia), Caicedo, Enzo Fernández (Guiu) e Palmer (Madueke) e Cucurella; Pedro Neto e Delap (Jackson). Técnico: Enzo Maresca
Fonte: Esportes
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O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
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A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
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