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Previvag alerta para sinais de desgaste no trabalho e orienta sobre prevenção e tipos de afastamento

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Durante o mês do Abril Verde, campanha nacional de conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, o Previvag chama a atenção para os principais problemas que têm levado ao afastamento de servidores públicos e trabalhadores de uma maneira geral, que são os transtornos mentais e os distúrbios musculoesqueléticos.

Segundo os médicos peritos Marcus Lindotti, Arilson Costa Neto e Antonio Batista de Queiroz, quadros como depressão, ansiedade, burnout e insônia têm sido cada vez mais frequentes entre os trabalhadores. Já na parte física, dores na coluna, problemas posturais e lesões por esforço repetitivo continuam entre as principais queixas.

De acordo com os especialistas, muitos desses problemas começam de forma silenciosa e se agravam ao longo do tempo. Um dos primeiros sinais de alerta é quando o descanso deixa de ser suficiente para recuperar o cansaço do dia a dia.

“O servidor passa a acordar já cansado, com irritação, queda de rendimento e até dificuldade de concentração. Em estágios mais avançados, isso pode gerar conflitos no ambiente de trabalho e impacto na vida pessoal”, explica Dr Marcus Lindotti.

Ergonomia e rotina influenciam diretamente na saúde – Os peritos destacam que a forma como o trabalho é realizado tem impacto direto na saúde do servidor. Má postura, longos períodos sentado e ausência de pausas estão entre os fatores que contribuem para o surgimento de doenças, principalmente ao longo dos anos.

“Hoje, mesmo com a evolução tecnológica, surgiram novos desafios. O trabalhador passa muito tempo parado, em ambiente fechado, olhando para telas, o que também gera desgaste físico e mental”, afirma Dr Arilson Costa Neto.
A recomendação é que sejam adotadas pausas regulares durante a jornada, além de alongamentos e ajustes ergonômicos. Fora do trabalho, hábitos como atividade física, alimentação equilibrada e sono de qualidade são considerados fundamentais para evitar o adoecimento.

Quando procurar ajuda – A orientação é buscar atendimento médico assim que os sintomas começarem a interferir no desempenho profissional ou nas relações pessoais.

Entre os principais sinais de alerta estão: a queda na produtividade, o aumento de erro, o cansaço persistente, a irritabilidade, conflitos com colegas ou familiares, entre outros.
“Identificar o problema no início facilita o tratamento e evita afastamentos prolongados”, alerta Dr Antonio Batista de Queiroz, que integra a sociedade brasileira de perícia médica.

Como funcionam os afastamentos no Poder Público em Várzea Grande – O Previvag reforça que, atualmente, o Instituto é responsável apenas pelas perícias relacionadas a afastamentos permanentes, como aposentadoria por incapacidade, como explica o Dr Robson Luiz de Figueiredo Mendonça, chefe da Procuradoria do Previvag.

“Nos casos de afastamento por incapacidade permanente, a avaliação é feita pelo corpo médico do próprio Previvag. Já os afastamentos temporários, o procedimento é diferente. O servidor deve procurar a Secretaria Municipal de Administração com um laudo médico inicial indicando a necessidade de afastamento temporário e/ou tratamento. Em seguida, ele será encaminhado para avaliação com assistente social e perícia médica dentro do sistema de saúde do município”, explica.

Prevenção é o principal caminho – A presidente do Previvag, Dra Sumaia Leite de Almeida reforça que a campanha do Abril Verde trata da prevenção como forma de reduzir acidentes e doenças ocupacionais. “No Brasil, milhões de trabalhadores são afastados por problemas relacionados ao trabalho, o que acende o alerta para a necessidade de mudanças na rotina e no ambiente profissional. Como nossos especialistas orientam, a saúde do trabalhador depende de um conjunto de fatores que envolvem tanto o ambiente de trabalho quanto a vida fora dele”.

E reforça, “Não é só o trabalho que adoece, mas o desequilíbrio entre esforço e recuperação. Cuidar da saúde é essencial para manter a qualidade de vida e a capacidade de trabalhar ao longo dos anos”, conclui.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Moradores denunciam doces e salgadinhos vencidos em festa infantil em MT

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A distribuição de doces e salgadinhos supostamente vencidos durante uma festa em comemoração ao Dia das Crianças, em São José do Rio Claro (MT), provocou questionamentos de moradores sobre a segurança dos alimentos oferecidos ao público infantil. O evento foi realizado na sexta-feira (9), na Praça Central Domingos Briante, e a denúncia ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais.

Na gravação, uma pessoa alerta as famílias que participaram da comemoração e afirma que os produtos entregues às crianças estavam fora do prazo de validade.

“Vocês que foram à praça e pegaram salgadinho, pegaram o doce da prefeitura, estão todos vencidos”, diz.

Em outro trecho, a pessoa critica as condições dos alimentos distribuídos.

“Pouca vergonha. O povo tá oferecendo as coisas para as crianças. Uma festinha de criança com todos os doces e pipoca. Tudo vencido”, reclama.

Segundo a denúncia, as embalagens indicariam datas de validade em 2025, o que significaria que os produtos estavam vencidos havia meses na ocasião da festa, em outubro de 2026. O vídeo também relata que uma conhecida teria percebido o problema somente depois de consumir um dos alimentos. Até o momento, porém, não há confirmação independente sobre as condições dos produtos nem sobre quem realizou a distribuição.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de São José do Rio Claro afirmou que os itens questionados foram entregues por terceiros e que a distribuição não estava sob responsabilidade direta do município. Conforme o posicionamento da administração, caberia aos responsáveis pela ação beneficente verificar a qualidade e a validade dos alimentos antes de oferecê-los ao público.

A prefeitura também levantou a possibilidade de os produtos terem sido adulterados ou manipulados de má-fé para prejudicar os organizadores ou colocar a saúde pública em risco. A hipótese, no entanto, foi apresentada pela administração municipal e não há confirmação de que tenha ocorrido adulteração.

Na manifestação, o município defendeu que os responsáveis sejam identificados e, caso sejam constatadas irregularidades, respondam perante os órgãos competentes. A administração também pediu cautela na divulgação de informações antes do esclarecimento dos fatos e ressaltou a importância de verificar as condições dos alimentos oferecidos às crianças.

A festa havia sido anunciada pela prefeitura como parte da programação do Dia das Crianças, com atividades recreativas, brinquedos infláveis, pula-pula, pintura facial e distribuição de picolés, pipoca, refrigerantes e brindes. A comemoração foi marcada para as 17h30 de 9 de outubro, na Praça Central Domingos Briante.

O episódio levanta dúvidas sobre a origem dos alimentos e as circunstâncias em que foram entregues às famílias. A apuração deverá esclarecer quem forneceu os produtos, quem ficou responsável pela distribuição e se as datas de validade denunciadas correspondem às embalagens originais.

Até o momento, não há confirmação sobre eventual adulteração nem informações que comprovem consequências à saúde das crianças. O caso permanece cercado por versões distintas: moradores denunciam a entrega de produtos vencidos, enquanto a prefeitura afirma que os itens foram distribuídos por terceiros e considera a possibilidade de manipulação dos alimentos.

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