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Pivetta vê início de “novo tempo” para Várzea Grande com entrega do Parque Tecnológico

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a inauguração do Centro de Inovação do Parque Tecnológico Mato Grosso simboliza o início de uma nova fase para Várzea Grande. A declaração foi feita nesta quinta-feira (25), durante a entrega do empreendimento localizado no bairro Chapéu do Sol.

Projetado para reunir empresas de base tecnológica, startups, centros de pesquisa e ambientes voltados à inovação, o Parque Tecnológico busca aproximar o poder público, universidades e a iniciativa privada. A expectativa é que o espaço atraia cerca de R$ 500 milhões em investimentos privados nos próximos anos, além de gerar ao menos mil empregos diretos.

Durante a cerimônia, Pivetta destacou o potencial transformador do empreendimento para o município.

“Esse parque é um aceno que o Estado faz para Várzea Grande. Eu estou muito otimista com essa semente que nós estamos plantando, é o começo de um novo tempo. Eu acredito muito no potencial de Várzea Grande, que esse povo merece mais, e vamos fazer tudo o que tiver no alcance para melhorar a vida deles”, declarou à imprensa.

O governador também ressaltou que o Parque Tecnológico já inicia suas atividades com parceiros estratégicos, entre eles a multinacional chinesa Lenovo, referência mundial na fabricação de computadores, e o Parque Tecnológico de São José dos Campos, classificado por ele como o “melhor do Brasil”.

A inauguração ocorre após uma década de planejamento, estruturação e execução do projeto, considerado um dos principais investimentos voltados ao fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação em Mato Grosso.

De acordo com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), foram investidos aproximadamente R$ 25 milhões na construção do complexo. A estrutura conta com 3.920,31 metros quadrados de área construída, distribuídos em três pavimentos, com ambientes inteligentes, laboratórios especializados e equipamentos de alta performance destinados à pesquisa, desenvolvimento e inovação.

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Lei aprovada pela ALMT garante sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo

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O acesso ao lazer e à cultura também faz parte da inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste Dia das Crianças, celebrado hoje (12), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destaca a Lei nº 13.256/2026, que determina a realização de pelo menos uma sessão mensal de cinema adaptada a esse público e suas famílias nos estabelecimentos do estado.

De autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), a legislação estabelece condições para tornar a experiência mais confortável e acessível. Durante as sessões, não devem ser exibidas publicidades comerciais, as luzes precisam permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido. Também é garantida a liberdade para entrar e sair da sala ao longo da exibição, conforme a necessidade de cada pessoa.

A lei determina ainda que as sessões sejam identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, afixado na entrada das salas. Sancionada em março deste ano, a norma concedeu prazo de 90 dias para a adequação dos estabelecimentos.

Na justificativa do projeto apresentado à ALMT, Sebastião Rezende ressaltou que características como a sensibilidade auditiva e visual podem tornar as sessões convencionais de cinema desafiadoras para pessoas com autismo. Ele afirma no documento que o texto “pretende contribuir para garantir às pessoas com autismo a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas à sua especificidade”.

Acesso à cultura — As sessões adaptadas já fazem parte da programação de cinemas em diferentes municípios de Mato Grosso. Em Cuiabá, a rede Cinépolis, localizada no Shopping Estação, informou que realiza mensalmente sessões inclusivas, com programação distribuída em quatro dias e exibição de dois filmes. Durante essas sessões, o som é reduzido, a iluminação permanece em 50% da capacidade e os espectadores têm liberdade para entrar e sair da sala.

Em Várzea Grande, a rede Cineflix, no Várzea Grande Shopping, informou que realiza sessões destinadas a pessoas com TEA há vários anos, antes mesmo da aprovação da legislação estadual. As exibições ocorrem na última sexta-feira de cada mês, no início da tarde, período de menor movimentação, com iluminação suave, ar-condicionado em intensidade reduzida e liberdade de circulação. O estabelecimento também oferece entrada gratuita para pessoas com deficiência (PCD).

No interior do estado, o Cine 163, em Nova Mutum, iniciou as sessões adaptadas em agosto deste ano. A primeira exibição contou com iluminação suave, som reduzido e ausência de anúncios publicitários. O cinema também adota uma política própria de gratuidade para pessoas com autismo e outras condições, mediante apresentação de documentação comprobatória.

A proprietária do Cine 163, Francielli Vila, explica que o estabelecimento busca envolver as famílias na escolha dos filmes, considerando as diferentes necessidades e preferências das crianças.

“Eu acho importante essa participação delas, para construirmos um melhor evento. É importante dar voz à família. Além da criança ser abraçada, a família precisa ser abraçada também, a família precisa ser ouvida”, afirma.

A experiência relatada em Nova Mutum também aponta para a importância do diálogo com as famílias na construção de espaços de lazer mais acessíveis. Além das adaptações sensoriais, a inclusão envolve o acolhimento das diferentes necessidades e o respeito ao tempo e à forma de participação de cada criança.

Ao estabelecer regras para as sessões adaptadas, a legislação estadual busca ampliar as possibilidades de participação de crianças e adolescentes com autismo em atividades culturais, contribuindo para que o acesso ao cinema seja uma experiência compartilhada com suas famílias.

Fonte: ALMT – MT

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