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Pivetta diz que água já voltou para 20% dos moradores afetados em Várzea Grande

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que as ações emergenciais realizadas pelo Governo de Mato Grosso em parceria com a Prefeitura de Várzea Grande já conseguiram restabelecer o abastecimento para cerca de 20% da população que enfrentava problemas com falta de água. Apesar do avanço, ele reconheceu que a maior parte do desafio ainda permanece.

“Já cerca de 20% da população que sofria de falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, declarou Pivetta.

Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, com produção estimada em aproximadamente 50 mil litros por hora em cada estrutura, o que representa cerca de 700 mil litros por hora adicionais.

Pivetta explicou que, até o momento, as medidas têm caráter emergencial e estão concentradas principalmente na recuperação de estruturas que já existiam. Paralelamente, o Estado trabalha no mapeamento da rede de distribuição para identificar pontos que podem estar impedindo que a água produzida chegue de forma regular às residências.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas, que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, afirmou o governador.

Ele acrescentou que parte dos equipamentos e materiais adquiridos para ampliar as ações ainda aguarda chegada ao município. A força-tarefa faz parte do TAC Aliança pela Água, firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público de Mato Grosso e Tribunal de Contas do Estado. O acordo prevê aproximadamente R$ 60 milhões para medidas emergenciais e ações voltadas à recuperação do sistema de abastecimento.

O diagnóstico elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) ajuda a dimensionar o problema. Embora 97,6% da população esteja ligada à rede de abastecimento, o levantamento aponta perdas de aproximadamente 60% da água distribuída. O estudo também identificou sistemas de captação e estações de tratamento que precisam de reformas ou adequações.

Durante a conversa com jornalistas, Pivetta também foi questionado sobre o ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), Rogério de França Martins, conhecido como Rogerinho da Dakar, que apareceu em imagens recebendo maços de dinheiro. A prefeita Flávia Moretti (PL) afirmou, à época, que havia ouvido as explicações do então diretor.

Sem entrar no mérito do episódio, Pivetta afirmou que a prefeita tomou as providências que considerou necessárias. “A prefeita tomou as medidas necessárias, e para nós é isso que interessa”, disse.

O governador também foi questionado sobre as declarações de que poderia haver um suposto boicote dentro do DAE para dificultar a normalização do abastecimento. Pivetta não confirmou a existência da prática, mas respondeu: “A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer.”

A expectativa do Estado é ampliar gradualmente o fornecimento enquanto avança no diagnóstico da rede e na recuperação da estrutura existente. O objetivo declarado pela força-tarefa é encontrar uma solução mais ampla para um problema de abastecimento que se arrasta há anos em Várzea Grande.

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Lei aprovada pela ALMT garante sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo

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O acesso ao lazer e à cultura também faz parte da inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste Dia das Crianças, celebrado hoje (12), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destaca a Lei nº 13.256/2026, que determina a realização de pelo menos uma sessão mensal de cinema adaptada a esse público e suas famílias nos estabelecimentos do estado.

De autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), a legislação estabelece condições para tornar a experiência mais confortável e acessível. Durante as sessões, não devem ser exibidas publicidades comerciais, as luzes precisam permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido. Também é garantida a liberdade para entrar e sair da sala ao longo da exibição, conforme a necessidade de cada pessoa.

A lei determina ainda que as sessões sejam identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, afixado na entrada das salas. Sancionada em março deste ano, a norma concedeu prazo de 90 dias para a adequação dos estabelecimentos.

Na justificativa do projeto apresentado à ALMT, Sebastião Rezende ressaltou que características como a sensibilidade auditiva e visual podem tornar as sessões convencionais de cinema desafiadoras para pessoas com autismo. Ele afirma no documento que o texto “pretende contribuir para garantir às pessoas com autismo a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas à sua especificidade”.

Acesso à cultura — As sessões adaptadas já fazem parte da programação de cinemas em diferentes municípios de Mato Grosso. Em Cuiabá, a rede Cinépolis, localizada no Shopping Estação, informou que realiza mensalmente sessões inclusivas, com programação distribuída em quatro dias e exibição de dois filmes. Durante essas sessões, o som é reduzido, a iluminação permanece em 50% da capacidade e os espectadores têm liberdade para entrar e sair da sala.

Em Várzea Grande, a rede Cineflix, no Várzea Grande Shopping, informou que realiza sessões destinadas a pessoas com TEA há vários anos, antes mesmo da aprovação da legislação estadual. As exibições ocorrem na última sexta-feira de cada mês, no início da tarde, período de menor movimentação, com iluminação suave, ar-condicionado em intensidade reduzida e liberdade de circulação. O estabelecimento também oferece entrada gratuita para pessoas com deficiência (PCD).

No interior do estado, o Cine 163, em Nova Mutum, iniciou as sessões adaptadas em agosto deste ano. A primeira exibição contou com iluminação suave, som reduzido e ausência de anúncios publicitários. O cinema também adota uma política própria de gratuidade para pessoas com autismo e outras condições, mediante apresentação de documentação comprobatória.

A proprietária do Cine 163, Francielli Vila, explica que o estabelecimento busca envolver as famílias na escolha dos filmes, considerando as diferentes necessidades e preferências das crianças.

“Eu acho importante essa participação delas, para construirmos um melhor evento. É importante dar voz à família. Além da criança ser abraçada, a família precisa ser abraçada também, a família precisa ser ouvida”, afirma.

A experiência relatada em Nova Mutum também aponta para a importância do diálogo com as famílias na construção de espaços de lazer mais acessíveis. Além das adaptações sensoriais, a inclusão envolve o acolhimento das diferentes necessidades e o respeito ao tempo e à forma de participação de cada criança.

Ao estabelecer regras para as sessões adaptadas, a legislação estadual busca ampliar as possibilidades de participação de crianças e adolescentes com autismo em atividades culturais, contribuindo para que o acesso ao cinema seja uma experiência compartilhada com suas famílias.

Fonte: ALMT – MT

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