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Pivetta apoia fim das bets e diz que medida de Lula “veio tarde”

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), declarou apoio à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir as apostas de quota fixa, conhecidas como bets, em todo o país. Para Pivetta, porém, a medida demorou a ser adotada.

“Eu sempre fui contra isso. O presidente acordou. Eu acho que fez certo. Acho que veio tarde. Já poderia ter tomado essa medida antes. Mas antes tarde do que nunca”, afirmou o governador na noite de terça-feira (29), após deixar o debate promovido pela TV Centro América (TVCA).

A declaração ocorre após o governo federal editar a Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa no território nacional. A regra inclui tanto apostas esportivas quanto jogos on-line.

Pela MP, os sites e aplicativos de apostas devem ter o acesso indisponibilizado dez dias após a publicação da medida, enquanto as autorizações concedidas aos operadores serão extintas ao fim de 30 dias. O texto também estabelece regras para a restituição dos valores mantidos nas contas dos apostadores.

Críticas ao impacto das apostas

Pivetta também relacionou as apostas ao endividamento e à redução da renda disponível das famílias. Segundo ele, parte do dinheiro que antes era destinada ao consumo passou a ser usada em jogos.

“O povo está muito endividado, o povo parou de ir comprando menos no mercado por causa de perda de dinheiro em jogos”, afirmou.

O governador também criticou a participação de artistas e atletas na publicidade das plataformas.

“Eu sou favorável ao fim dessa jogatina, ao fim dessa desgraça que vicia as nossas crianças, nossos jovens”, declarou.

As afirmações sobre o impacto das apostas foram feitas pelo próprio governador durante a entrevista. A exposição de motivos da MP também apresenta preocupações relacionadas aos efeitos sociais e econômicos da atividade como justificativa para a mudança de política.

MP ainda será analisada pelo Congresso

Apesar de já estar em vigor, a medida provisória ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional para se tornar permanente. Enquanto isso, o texto estabelece a interrupção gradual das atividades e proíbe novas autorizações para exploração das apostas de quota fixa.

Pivetta afirmou esperar que deputados e senadores mantenham a decisão.

“Sem dúvida nenhuma. Eu não vejo outra solução. Já era para ter parado com isso muito antes”, concluiu.

(Com informações de G1MT)

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Lei aprovada pela ALMT garante sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo

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O acesso ao lazer e à cultura também faz parte da inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste Dia das Crianças, celebrado hoje (12), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destaca a Lei nº 13.256/2026, que determina a realização de pelo menos uma sessão mensal de cinema adaptada a esse público e suas famílias nos estabelecimentos do estado.

De autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), a legislação estabelece condições para tornar a experiência mais confortável e acessível. Durante as sessões, não devem ser exibidas publicidades comerciais, as luzes precisam permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido. Também é garantida a liberdade para entrar e sair da sala ao longo da exibição, conforme a necessidade de cada pessoa.

A lei determina ainda que as sessões sejam identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, afixado na entrada das salas. Sancionada em março deste ano, a norma concedeu prazo de 90 dias para a adequação dos estabelecimentos.

Na justificativa do projeto apresentado à ALMT, Sebastião Rezende ressaltou que características como a sensibilidade auditiva e visual podem tornar as sessões convencionais de cinema desafiadoras para pessoas com autismo. Ele afirma no documento que o texto “pretende contribuir para garantir às pessoas com autismo a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas à sua especificidade”.

Acesso à cultura — As sessões adaptadas já fazem parte da programação de cinemas em diferentes municípios de Mato Grosso. Em Cuiabá, a rede Cinépolis, localizada no Shopping Estação, informou que realiza mensalmente sessões inclusivas, com programação distribuída em quatro dias e exibição de dois filmes. Durante essas sessões, o som é reduzido, a iluminação permanece em 50% da capacidade e os espectadores têm liberdade para entrar e sair da sala.

Em Várzea Grande, a rede Cineflix, no Várzea Grande Shopping, informou que realiza sessões destinadas a pessoas com TEA há vários anos, antes mesmo da aprovação da legislação estadual. As exibições ocorrem na última sexta-feira de cada mês, no início da tarde, período de menor movimentação, com iluminação suave, ar-condicionado em intensidade reduzida e liberdade de circulação. O estabelecimento também oferece entrada gratuita para pessoas com deficiência (PCD).

No interior do estado, o Cine 163, em Nova Mutum, iniciou as sessões adaptadas em agosto deste ano. A primeira exibição contou com iluminação suave, som reduzido e ausência de anúncios publicitários. O cinema também adota uma política própria de gratuidade para pessoas com autismo e outras condições, mediante apresentação de documentação comprobatória.

A proprietária do Cine 163, Francielli Vila, explica que o estabelecimento busca envolver as famílias na escolha dos filmes, considerando as diferentes necessidades e preferências das crianças.

“Eu acho importante essa participação delas, para construirmos um melhor evento. É importante dar voz à família. Além da criança ser abraçada, a família precisa ser abraçada também, a família precisa ser ouvida”, afirma.

A experiência relatada em Nova Mutum também aponta para a importância do diálogo com as famílias na construção de espaços de lazer mais acessíveis. Além das adaptações sensoriais, a inclusão envolve o acolhimento das diferentes necessidades e o respeito ao tempo e à forma de participação de cada criança.

Ao estabelecer regras para as sessões adaptadas, a legislação estadual busca ampliar as possibilidades de participação de crianças e adolescentes com autismo em atividades culturais, contribuindo para que o acesso ao cinema seja uma experiência compartilhada com suas famílias.

Fonte: ALMT – MT

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