Saúde
Moradores aprovam Acelera Mais Várzea Grande e destacam facilidade de acesso aos serviços públicos
Saúde
A aprovação popular foi um dos principais destaques do Acelera Mais Várzea Grande, realizado na manhã deste sábado (30), na EMEB Ednilson Francisco Kolling, no Jardim Manaíra. Com mais de 3,5 mil atendimentos realizados e expectativa amplamente superada, o evento reuniu dezenas de serviços públicos em um único local e transformou a rotina de centenas de famílias que aproveitaram a oportunidade para resolver pendências, cuidar da saúde e garantir direitos.
Entre os moradores atendidos, a avaliação foi unânime: levar os serviços da Prefeitura para dentro dos bairros facilita o acesso da população e resolve demandas que muitas vezes ficam represadas por falta de tempo ou dificuldade de deslocamento.
Moradora do Jardim Manaíra há mais de 20 anos, Viviane Santos Paulino aproveitou a ação para regularizar questões relacionadas ao imóvel, atualizar o Cadastro Único e buscar atendimentos na área da saúde. Para ela, a realização do mutirão aos finais de semana faz toda a diferença.
“Durante a semana a gente trabalha, cuida da casa, dos filhos e acaba não conseguindo procurar esses serviços. Ter tudo isso disponível em um sábado é uma oportunidade que ajuda muito a população. Consegui resolver várias situações no mesmo dia, sem precisar me deslocar para diferentes lugares. É um serviço que realmente vale a pena e beneficia quem mais precisa”, destacou.
A emoção marcou o atendimento da moradora Eledilange Luzia da Silva, que participou de atividades de orientação em saúde bucal e da oficina de sabonetes artesanais. O momento mais especial, porém, foi a confirmação de que receberá na próxima segunda-feira, 01 de junho, a documentação de sua residência.
Com lágrimas nos olhos, ela fez questão de agradecer pessoalmente à prefeita Flávia Moretti.
“Esperei muito por esse momento. Receber a notícia de que o documento da minha casa finalmente será entregue é uma conquista enorme para mim e para minha família. Saio daqui feliz e com a sensação de que nossa comunidade está sendo olhada com mais atenção”, afirmou.
A prefeita Flávia Moretti acompanhou vários atendimentos de perto e conversou com a população. “Os relatos reforçam o impacto social do Acelera Mais Várzea Grande, que tem como proposta aproximar os serviços públicos da população e garantir atendimento rápido, humanizado e acessível. Para muitos moradores, mais do que resolver pendências, a ação é uma melhora na qualidade de vida, facilita o dia a dia, garante direitos, temos que continuar com essas ações”, pontuou.
A venezuelana Rosmary Velásquez, que mora há três meses no Jardim Manaíra com os dois filhos, participou pela primeira vez de uma ação da Prefeitura. Em busca de orientação e acesso aos benefícios sociais, ela procurou o atendimento do Cadastro Único.
“Fui muito bem recebida. Cheguei com dúvidas e saio com orientações importantes para conseguir meus direitos e construir uma vida melhor para mim e para meus filhos. O acolhimento que recebi aqui fez toda a diferença”, relatou.
Quem também aproveitou a oportunidade foi Leidaiane Ferreira Bezerra. Sofrendo há mais de três meses com dores constantes no corpo, pescoço e axilas, ela buscou atendimento médico e também regularizou pendências junto ao Departamento de Água e Esgoto (DAE).
“Se não fosse esse mutirão, dificilmente eu conseguiria passar por uma consulta durante a semana. Hoje consegui cuidar da minha saúde e ainda resolver questões importantes da minha casa. É um serviço muito necessário para quem tem a rotina corrida”, avaliou.
A área da saúde especializada também foi motivo de comemoração para muitas famílias. Natali do Carmo levou o neto, diagnosticado com transtorno do espectro autista, e saiu do evento com um resultado aguardado há dois anos: a emissão do laudo médico.
“Foi uma vitória para nossa família. Esperávamos esse documento há muito tempo. Agora teremos mais facilidade para acessar atendimentos médicos, serviços sociais e garantir os direitos dele dentro da escola. É um passo muito importante para o desenvolvimento do meu neto”, disse emocionada.
Situação semelhante viveu Damiana da Silva, que compareceu ao evento em busca de atendimento para o neto, que apresentava suspeita de autismo. Ela elogiou o acolhimento e a atenção recebida pelas equipes.
“Fomos atendidos com muito carinho e respeito. Recebemos todas as orientações necessárias e saímos daqui mais tranquilos. Só tenho gratidão por toda a equipe”, afirmou.
Alexandra Silva, moradora do Jardim Manaíra desde dezembro do ano passado, procurou o mutirão para resolver problemas relacionados ao recebimento de sua fatura de água e buscar informações sobre a regularização do imóvel onde mora. A surpresa veio ao descobrir que a documentação da residência já estava pronta para a etapa final do processo.
“Eu vim resolver uma questão simples e saio com uma notícia maravilhosa. Descobri que a documentação da minha casa está praticamente concluída e que preciso apenas apresentar alguns documentos pessoais para finalizar a regularização. Estou extremamente feliz. É um sonho que começa a se tornar realidade”, comemorou.
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Saúde
Moradores denunciam doces e salgadinhos vencidos em festa infantil em MT
A distribuição de doces e salgadinhos supostamente vencidos durante uma festa em comemoração ao Dia das Crianças, em São José do Rio Claro (MT), provocou questionamentos de moradores sobre a segurança dos alimentos oferecidos ao público infantil. O evento foi realizado na sexta-feira (9), na Praça Central Domingos Briante, e a denúncia ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais.
Na gravação, uma pessoa alerta as famílias que participaram da comemoração e afirma que os produtos entregues às crianças estavam fora do prazo de validade.
“Vocês que foram à praça e pegaram salgadinho, pegaram o doce da prefeitura, estão todos vencidos”, diz.
Em outro trecho, a pessoa critica as condições dos alimentos distribuídos.
“Pouca vergonha. O povo tá oferecendo as coisas para as crianças. Uma festinha de criança com todos os doces e pipoca. Tudo vencido”, reclama.
Segundo a denúncia, as embalagens indicariam datas de validade em 2025, o que significaria que os produtos estavam vencidos havia meses na ocasião da festa, em outubro de 2026. O vídeo também relata que uma conhecida teria percebido o problema somente depois de consumir um dos alimentos. Até o momento, porém, não há confirmação independente sobre as condições dos produtos nem sobre quem realizou a distribuição.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de São José do Rio Claro afirmou que os itens questionados foram entregues por terceiros e que a distribuição não estava sob responsabilidade direta do município. Conforme o posicionamento da administração, caberia aos responsáveis pela ação beneficente verificar a qualidade e a validade dos alimentos antes de oferecê-los ao público.
A prefeitura também levantou a possibilidade de os produtos terem sido adulterados ou manipulados de má-fé para prejudicar os organizadores ou colocar a saúde pública em risco. A hipótese, no entanto, foi apresentada pela administração municipal e não há confirmação de que tenha ocorrido adulteração.
Na manifestação, o município defendeu que os responsáveis sejam identificados e, caso sejam constatadas irregularidades, respondam perante os órgãos competentes. A administração também pediu cautela na divulgação de informações antes do esclarecimento dos fatos e ressaltou a importância de verificar as condições dos alimentos oferecidos às crianças.
A festa havia sido anunciada pela prefeitura como parte da programação do Dia das Crianças, com atividades recreativas, brinquedos infláveis, pula-pula, pintura facial e distribuição de picolés, pipoca, refrigerantes e brindes. A comemoração foi marcada para as 17h30 de 9 de outubro, na Praça Central Domingos Briante.
O episódio levanta dúvidas sobre a origem dos alimentos e as circunstâncias em que foram entregues às famílias. A apuração deverá esclarecer quem forneceu os produtos, quem ficou responsável pela distribuição e se as datas de validade denunciadas correspondem às embalagens originais.
Até o momento, não há confirmação sobre eventual adulteração nem informações que comprovem consequências à saúde das crianças. O caso permanece cercado por versões distintas: moradores denunciam a entrega de produtos vencidos, enquanto a prefeitura afirma que os itens foram distribuídos por terceiros e considera a possibilidade de manipulação dos alimentos.
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