Saúde
Mauro comenta derrota dos Campos e diz que todo ciclo político chega ao fim
Saúde
Eleito para o Senado por Mato Grosso neste domingo (4), o ex-governador Mauro Mendes (União) comentou a derrota de integrantes da família Campos nas urnas e afirmou que resultados eleitorais fazem parte do processo político.
Questionado sobre a derrota de Júlio Campos (União) na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa e se o resultado poderia representar o fim da chamada “Era Campos”, Mauro evitou cravar o encerramento da trajetória política da família.
“Eu não posso dizer isso, né? Existe aí uma perda, Júlio. Perdeu a eleição”, afirmou.
Na sequência, o senador eleito lembrou que derrotas eleitorais não necessariamente significam o fim de uma carreira política. Segundo ele, há casos de pessoas que perderam uma eleição e posteriormente voltaram a vencer.
Apesar da ponderação, Mauro afirmou que ciclos fazem parte da vida e que nenhum grupo político permanece indefinidamente no poder.
“Na vida tudo tem um começo, meio e fim. Inclusive a própria vida”, declarou.
Derrota de famílias tradicionais
O resultado das urnas deste domingo também atingiu outros grupos tradicionais da política mato-grossense. Além de Júlio Campos, Janaina Riva (MDB) não conseguiu uma das duas vagas ao Senado.
Carlos Fávaro (PSD) também ficou fora da composição do Senado, enquanto Jéssica Riva (MDB) não foi eleita para a Assembleia Legislativa e Rafaela Fávaro (PSD) não conquistou uma cadeira no Legislativo estadual. Emanuelzinho (PSD), por sua vez, não conseguiu renovar o mandato de deputado federal.
Ao comentar o desempenho dessas famílias, Mauro afirmou que cabe ao eleitor definir, por meio do voto, quem permanece ou deixa os espaços de poder.
“O povo é sábio. O povo sabe tomar decisão”, disse.
A declaração ocorre após uma eleição marcada por mudanças na composição das principais bancadas de Mato Grosso e pela derrota de nomes que há anos ocupam posições de destaque na política estadual.
Saúde
Lei aprovada pela ALMT garante sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo
O acesso ao lazer e à cultura também faz parte da inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste Dia das Crianças, celebrado hoje (12), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destaca a Lei nº 13.256/2026, que determina a realização de pelo menos uma sessão mensal de cinema adaptada a esse público e suas famílias nos estabelecimentos do estado.
De autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), a legislação estabelece condições para tornar a experiência mais confortável e acessível. Durante as sessões, não devem ser exibidas publicidades comerciais, as luzes precisam permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido. Também é garantida a liberdade para entrar e sair da sala ao longo da exibição, conforme a necessidade de cada pessoa.
A lei determina ainda que as sessões sejam identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, afixado na entrada das salas. Sancionada em março deste ano, a norma concedeu prazo de 90 dias para a adequação dos estabelecimentos.
Na justificativa do projeto apresentado à ALMT, Sebastião Rezende ressaltou que características como a sensibilidade auditiva e visual podem tornar as sessões convencionais de cinema desafiadoras para pessoas com autismo. Ele afirma no documento que o texto “pretende contribuir para garantir às pessoas com autismo a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas à sua especificidade”.
Acesso à cultura — As sessões adaptadas já fazem parte da programação de cinemas em diferentes municípios de Mato Grosso. Em Cuiabá, a rede Cinépolis, localizada no Shopping Estação, informou que realiza mensalmente sessões inclusivas, com programação distribuída em quatro dias e exibição de dois filmes. Durante essas sessões, o som é reduzido, a iluminação permanece em 50% da capacidade e os espectadores têm liberdade para entrar e sair da sala.
Em Várzea Grande, a rede Cineflix, no Várzea Grande Shopping, informou que realiza sessões destinadas a pessoas com TEA há vários anos, antes mesmo da aprovação da legislação estadual. As exibições ocorrem na última sexta-feira de cada mês, no início da tarde, período de menor movimentação, com iluminação suave, ar-condicionado em intensidade reduzida e liberdade de circulação. O estabelecimento também oferece entrada gratuita para pessoas com deficiência (PCD).
No interior do estado, o Cine 163, em Nova Mutum, iniciou as sessões adaptadas em agosto deste ano. A primeira exibição contou com iluminação suave, som reduzido e ausência de anúncios publicitários. O cinema também adota uma política própria de gratuidade para pessoas com autismo e outras condições, mediante apresentação de documentação comprobatória.
A proprietária do Cine 163, Francielli Vila, explica que o estabelecimento busca envolver as famílias na escolha dos filmes, considerando as diferentes necessidades e preferências das crianças.
“Eu acho importante essa participação delas, para construirmos um melhor evento. É importante dar voz à família. Além da criança ser abraçada, a família precisa ser abraçada também, a família precisa ser ouvida”, afirma.
A experiência relatada em Nova Mutum também aponta para a importância do diálogo com as famílias na construção de espaços de lazer mais acessíveis. Além das adaptações sensoriais, a inclusão envolve o acolhimento das diferentes necessidades e o respeito ao tempo e à forma de participação de cada criança.
Ao estabelecer regras para as sessões adaptadas, a legislação estadual busca ampliar as possibilidades de participação de crianças e adolescentes com autismo em atividades culturais, contribuindo para que o acesso ao cinema seja uma experiência compartilhada com suas famílias.
Fonte: ALMT – MT
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