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Estudantes de Várzea Grande preparam encerramento do projeto ‘Círculo da Paz’ com exposição no Fórum

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Alunos da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, em Várzea Grande, estão na fase final dos preparativos para o encerramento do projeto Círculo da Paz. A iniciativa, desenvolvida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), promove reflexão, diálogo e integração no ambiente escolar.

A culminância das atividades ocorrerá no dia 29 de setembro, com uma programação realizada no ambiente escolar. Já no dia 23 de outubro, os estudantes participarão de uma visita ao Fórum de Várzea Grande, onde farão uma exposição das obras de arte produzidas ao longo do projeto.

De acordo com a pedagoga Marlene Silva Rodrigues, que coordena o Círculo da Construção de Paz na unidade, o projeto desenvolve ações voltadas ao trabalho com valores e relações humanas no cotidiano escolar, além de proporcionar formação continuada aos alunos. Segundo ela, a iniciativa tem gerado impactos positivos em toda a comunidade escolar.

“Os alunos têm se dedicado muito às atividades propostas e o resultado tem surpreendido a todos. Muitos talentos foram descobertos. Eles estão ansiosos pela culminância do projeto”, afirmou a pedagoga.

As oficinas de artes foram um dos destaques da iniciativa. A professora Maria Eliza Pompeu explica que o processo exigiu concentração e dedicação dos participantes.

“A pintura exige muita concentração e a técnica é algo que se aprende com o tempo. Os alunos desta unidade assimilaram rapidamente os ensinamentos e, mesmo sem experiência anterior com arte e desenho, surpreenderam pela qualidade dos trabalhos finalizados”, avaliou.

Para os estudantes, a experiência trouxe novas perspectivas e contribuiu para o desenvolvimento de habilidades. É o caso de Yasmin Sofia de Almeida Porto, aluna do 8º ano e participante do projeto. Embora sempre tenha gostado de desenhar, ela conta que descobriu sua afinidade com a pintura durante as aulas na escola.

“Com a orientação da professora, passei a prestar mais atenção aos traços e às cores. A partir daí, comecei a me soltar e, hoje, consigo criar os desenhos e utilizar as cores com muito mais precisão”, relatou a estudante.

A diretora da unidade escolar, Rosalina, também destacou a importância da iniciativa para os alunos.

“O Círculo da Paz é um momento importante para nossos alunos, porque permite que eles expressem o que sentem, desenvolvam a criatividade e compreendam que o respeito e o diálogo são fundamentais para uma boa convivência. Iniciativas como essa contribuem para tornar a escola um espaço cada vez mais acolhedor e favorável ao diálogo. Estamos muito felizes com o envolvimento dos estudantes, que compreenderam a proposta do projeto e têm se dedicado durante as atividades”, comemorou.

Além da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, o projeto Círculo da Paz vem sendo adotado por instituições públicas, organizações sociais e municípios que, assim como Várzea Grande, incorporam a proposta como política pública permanente.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Lei aprovada pela ALMT garante sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo

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O acesso ao lazer e à cultura também faz parte da inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste Dia das Crianças, celebrado hoje (12), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destaca a Lei nº 13.256/2026, que determina a realização de pelo menos uma sessão mensal de cinema adaptada a esse público e suas famílias nos estabelecimentos do estado.

De autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), a legislação estabelece condições para tornar a experiência mais confortável e acessível. Durante as sessões, não devem ser exibidas publicidades comerciais, as luzes precisam permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido. Também é garantida a liberdade para entrar e sair da sala ao longo da exibição, conforme a necessidade de cada pessoa.

A lei determina ainda que as sessões sejam identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, afixado na entrada das salas. Sancionada em março deste ano, a norma concedeu prazo de 90 dias para a adequação dos estabelecimentos.

Na justificativa do projeto apresentado à ALMT, Sebastião Rezende ressaltou que características como a sensibilidade auditiva e visual podem tornar as sessões convencionais de cinema desafiadoras para pessoas com autismo. Ele afirma no documento que o texto “pretende contribuir para garantir às pessoas com autismo a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas à sua especificidade”.

Acesso à cultura — As sessões adaptadas já fazem parte da programação de cinemas em diferentes municípios de Mato Grosso. Em Cuiabá, a rede Cinépolis, localizada no Shopping Estação, informou que realiza mensalmente sessões inclusivas, com programação distribuída em quatro dias e exibição de dois filmes. Durante essas sessões, o som é reduzido, a iluminação permanece em 50% da capacidade e os espectadores têm liberdade para entrar e sair da sala.

Em Várzea Grande, a rede Cineflix, no Várzea Grande Shopping, informou que realiza sessões destinadas a pessoas com TEA há vários anos, antes mesmo da aprovação da legislação estadual. As exibições ocorrem na última sexta-feira de cada mês, no início da tarde, período de menor movimentação, com iluminação suave, ar-condicionado em intensidade reduzida e liberdade de circulação. O estabelecimento também oferece entrada gratuita para pessoas com deficiência (PCD).

No interior do estado, o Cine 163, em Nova Mutum, iniciou as sessões adaptadas em agosto deste ano. A primeira exibição contou com iluminação suave, som reduzido e ausência de anúncios publicitários. O cinema também adota uma política própria de gratuidade para pessoas com autismo e outras condições, mediante apresentação de documentação comprobatória.

A proprietária do Cine 163, Francielli Vila, explica que o estabelecimento busca envolver as famílias na escolha dos filmes, considerando as diferentes necessidades e preferências das crianças.

“Eu acho importante essa participação delas, para construirmos um melhor evento. É importante dar voz à família. Além da criança ser abraçada, a família precisa ser abraçada também, a família precisa ser ouvida”, afirma.

A experiência relatada em Nova Mutum também aponta para a importância do diálogo com as famílias na construção de espaços de lazer mais acessíveis. Além das adaptações sensoriais, a inclusão envolve o acolhimento das diferentes necessidades e o respeito ao tempo e à forma de participação de cada criança.

Ao estabelecer regras para as sessões adaptadas, a legislação estadual busca ampliar as possibilidades de participação de crianças e adolescentes com autismo em atividades culturais, contribuindo para que o acesso ao cinema seja uma experiência compartilhada com suas famílias.

Fonte: ALMT – MT

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