Saúde
Alunos da rede municipal participam de aulas de artes marciais
Saúde
A Escola Municipal de Educação Básica – EMEB – “Professora Rita Auxiliadora Campos Cunha”, localizada no bairro Mapim, está desenvolvendo, em parceria com a Superintendência de Esporte e Lazer, aulas de jiu-jitsu e judô para alunos matriculados na unidade. O objetivo é fortalecer valores e contribuir para a formação de cidadãos dentro e fora da sala de aula.
Como explica a diretora da unidade, Simone Cristina Curvo, 330 alunos estão participando dos treinos, e essa ação marca um importante avanço na promoção do esporte educacional no município com o fortalecimento do projeto VG Mais Esporte.
“Esse projeto atende alunos dos 4º e 5ª anos, do período matutino e tem como proposta utilizar as modalidades como ferramentas para o desenvolvimento integral das crianças, promovendo disciplina, respeito, valores e inclusão por meio do esporte. Mais do que incentivar a prática esportiva, essas aulas estimulam os alunos na disciplina e no convívio social”.
Para participar dos treinos é necessário que o aluno esteja devidamente matriculado na unidade escolar, possua autorização dos responsáveis e mantenha frequência regular nas aulas. As aulas são conduzidas pelos professores Hudson, Philipe e Wellington, que foram recebidos com entusiasmo pelos alunos, refletindo a expectativa positiva em torno das atividades.
A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destaca a importância da prática de esporte quando inserida no âmbito escolar, como instrumento de auxílio pedagógico.
“Essas atividades, a exemplo das aulas de artes marciais, ajudam no desenvolvimento psicomotor das crianças, assimilação de normas e regras de convivência, bem como contribuem no desenvolvimento dos estudos, uma vez que esse esporte oferece um senso de pertencimento”, disse a secretária lembrando que um dos critérios para a participação do aluno, é o seu desempenho escolar como condições para o treino.
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Lei aprovada pela ALMT garante sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo
O acesso ao lazer e à cultura também faz parte da inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste Dia das Crianças, celebrado hoje (12), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destaca a Lei nº 13.256/2026, que determina a realização de pelo menos uma sessão mensal de cinema adaptada a esse público e suas famílias nos estabelecimentos do estado.
De autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), a legislação estabelece condições para tornar a experiência mais confortável e acessível. Durante as sessões, não devem ser exibidas publicidades comerciais, as luzes precisam permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido. Também é garantida a liberdade para entrar e sair da sala ao longo da exibição, conforme a necessidade de cada pessoa.
A lei determina ainda que as sessões sejam identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, afixado na entrada das salas. Sancionada em março deste ano, a norma concedeu prazo de 90 dias para a adequação dos estabelecimentos.
Na justificativa do projeto apresentado à ALMT, Sebastião Rezende ressaltou que características como a sensibilidade auditiva e visual podem tornar as sessões convencionais de cinema desafiadoras para pessoas com autismo. Ele afirma no documento que o texto “pretende contribuir para garantir às pessoas com autismo a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas à sua especificidade”.
Acesso à cultura — As sessões adaptadas já fazem parte da programação de cinemas em diferentes municípios de Mato Grosso. Em Cuiabá, a rede Cinépolis, localizada no Shopping Estação, informou que realiza mensalmente sessões inclusivas, com programação distribuída em quatro dias e exibição de dois filmes. Durante essas sessões, o som é reduzido, a iluminação permanece em 50% da capacidade e os espectadores têm liberdade para entrar e sair da sala.
Em Várzea Grande, a rede Cineflix, no Várzea Grande Shopping, informou que realiza sessões destinadas a pessoas com TEA há vários anos, antes mesmo da aprovação da legislação estadual. As exibições ocorrem na última sexta-feira de cada mês, no início da tarde, período de menor movimentação, com iluminação suave, ar-condicionado em intensidade reduzida e liberdade de circulação. O estabelecimento também oferece entrada gratuita para pessoas com deficiência (PCD).
No interior do estado, o Cine 163, em Nova Mutum, iniciou as sessões adaptadas em agosto deste ano. A primeira exibição contou com iluminação suave, som reduzido e ausência de anúncios publicitários. O cinema também adota uma política própria de gratuidade para pessoas com autismo e outras condições, mediante apresentação de documentação comprobatória.
A proprietária do Cine 163, Francielli Vila, explica que o estabelecimento busca envolver as famílias na escolha dos filmes, considerando as diferentes necessidades e preferências das crianças.
“Eu acho importante essa participação delas, para construirmos um melhor evento. É importante dar voz à família. Além da criança ser abraçada, a família precisa ser abraçada também, a família precisa ser ouvida”, afirma.
A experiência relatada em Nova Mutum também aponta para a importância do diálogo com as famílias na construção de espaços de lazer mais acessíveis. Além das adaptações sensoriais, a inclusão envolve o acolhimento das diferentes necessidades e o respeito ao tempo e à forma de participação de cada criança.
Ao estabelecer regras para as sessões adaptadas, a legislação estadual busca ampliar as possibilidades de participação de crianças e adolescentes com autismo em atividades culturais, contribuindo para que o acesso ao cinema seja uma experiência compartilhada com suas famílias.
Fonte: ALMT – MT
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