Política
Virginia Mendes e Gisela Simona pedem abertura de processo disciplinar contra vereador de Pedra Preta por quebra de decoro
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Na última sexta-feira (29.08), a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e a deputada federal Gisela Simona, oficializaram junto à Câmara Municipal de Pedra Preta uma representação do União Brasil Mulher de Mato Grosso solicitando a abertura de processo disciplinar por quebra de decoro contra o vereador Gilson José de Souza (Gilson da Agricultura).
O pedido ocorre após as declarações do parlamentar durante sessão realizada em 25 de agosto, quando o vereador proferiu ofensas à prefeita Iraci, configurando violência política de gênero.
O caso ganhou repercussão estadual e gerou indignação pelo caráter ofensivo e misógino das falas.
Virginia Mendes reiterou sua posição firme contra ataques dessa natureza e ressaltou que a responsabilização é fundamental para proteger as mulheres na política.
“É inaceitável que uma mulher, eleita democraticamente para governar, seja alvo de ofensas e desrespeito. Esse tipo de postura não agride apenas a prefeita Iraci, mas todas as mulheres que lutam por espaço e respeito”, afirmou a primeira-dama.
Virginia também fez questão de manifestar solidariedade direta à prefeita.
“Sinto profundamente a dor da agressão sofrida pela prefeita Iraci. Nenhuma mulher deve passar por esse tipo de violência, porque desrespeitar ou tentar silenciar mulheres é um retrocesso inadmissível”, afirmou.
Já a deputada Gisela Simona destacou que o União Brasil Mulher tem o compromisso de garantir que os espaços políticos sejam ocupados com respeito e igualdade.
“Quando uma prefeita, legitimamente escolhida pelo povo, é atacada de maneira covarde e desrespeitosa, é toda a democracia que é ferida. Nosso pedido é claro: que a Câmara de Pedra Preta responsabilize o vereador para que essa postura nunca mais se repita”, disse a parlamentar.
Com a representação protocolada, a expectativa é de que a Câmara Municipal dê andamento ao processo por quebra de decoro, estabelecendo uma resposta institucional firme ao episódio.
Política
Gisela deixa cargo em secretaria em aberto e condiciona decisão à transição
A vice-governadora eleita de Mato Grosso, Gisela Simona (União Brasil), ainda não definiu qual será sua função na próxima gestão de Otaviano Pivetta (Republicanos). Ela não descarta assumir uma secretaria estadual, mas afirma que qualquer decisão dependerá da análise das necessidades do governo durante o período de transição.
Em entrevista ao programa Roda de Entrevista, Gisela explicou que uma comissão deverá avaliar o funcionamento das pastas, identificar os resultados positivos e apontar os setores que precisam de mudanças. O trabalho deve começar após o segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo ela, a proposta é contribuir para a construção de uma administração alinhada ao perfil de Pivetta, considerando os resultados alcançados nos últimos anos e os desafios que ainda precisam ser enfrentados.
“Diante desse levantamento, que vou estar junto a essa comissão, é que a gente vai definir onde a gente pode ser mais importante para a governança”, afirmou.
Embora tenha defendido maior protagonismo durante a campanha, Gisela adotou cautela ao falar sobre a possibilidade de comandar uma secretaria. A vice-governadora eleita ressaltou que não há, até o momento, um acordo fechado sobre a função que poderá exercer além das atribuições próprias do cargo.
Ao comentar a experiência de Pivetta como vice-governador de Mauro Mendes, Gisela destacou que ele conseguiu contribuir com a administração sem necessariamente assumir o comando de uma pasta. Para ela, a atuação na próxima gestão deverá considerar as características de cada integrante do Executivo.
“Às vezes pode ser que, diante da transição e diante do que a gente observar, pode ser que seja necessário, mas não tem nada construído ainda”, declarou.
Gisela foi escolhida para compor a chapa de Pivetta após mudanças nas articulações políticas que antecederam a eleição. A futura vice-governadora afirmou que pretende participar da avaliação da máquina pública antes de definir como poderá colaborar com a nova administração.
A composição do secretariado e a distribuição das funções no governo, portanto, seguem em aberto. A expectativa é que as definições avancem após o diagnóstico da equipe de transição, levando em conta as prioridades e as necessidades identificadas em cada área.
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