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Ranalli associa voto do Nordeste em Lula a índices de pobreza e analfabetismo

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O vereador de Cuiabá Rafael Ranalli (PL) voltou a se manifestar nas redes sociais sobre o resultado do primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Em uma publicação, o parlamentar compartilhou uma imagem com uma representação pejorativa sobre o Nordeste e criticou o apoio da região ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na postagem, Ranalli relacionou a vitória de Lula nos nove estados nordestinos aos índices de pobreza e analfabetismo registrados na região.

“Lula lidera entre os estados com maior índice de pobreza e analfabetismo”, escreveu o vereador.

A publicação foi feita após o primeiro turno, realizado no domingo (4), quando Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL) em todos os nove estados do Nordeste. O desempenho regional foi relevante para a disputa nacional e contribuiu para reduzir a vantagem de Flávio na votação geral.

O Nordeste mantém, historicamente, um perfil eleitoral mais favorável ao PT e a Lula. Levantamentos realizados antes da eleição já apontavam a região como uma das principais bases eleitorais do petista, embora também houvesse crescimento da competitividade de candidatos de direita no território.

Ranalli, que se identifica politicamente com o bolsonarismo, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados neste ano, mas não conseguiu se eleger. Segundo a publicação do RDNews, o vereador obteve mais de 30 mil votos na disputa.

A manifestação ocorreu em meio à definição do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro voltarão a disputar a Presidência da República. O resultado do Nordeste aparece entre os elementos que marcaram o cenário eleitoral após a votação do primeiro turno.

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Coronel Fernanda rebate Cattani e defende manutenção da Lei do Feminicídio

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL) contestou publicamente as declarações do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) sobre feminicídio e defendeu a manutenção da legislação específica para esse tipo de crime. A parlamentar afirmou que o colega não demonstra conhecimento jurídico sobre o tema e disse que não aceitará retrocessos nas medidas de proteção às mulheres.

“Ele não deve conhecer a lei, não deve saber o porquê disso. Ele não é jurista”, declarou Fernanda.

A declaração da parlamentar ocorreu após Cattani questionar o conceito de feminicídio ao comentar o assassinato da própria filha, Raquel Cattani, ocorrido em julho de 2024, em Nova Mutum. O deputado afirmou que ela não foi morta simplesmente por ser mulher, mas em razão do relacionamento com o ex-marido, que não aceitava o fim da relação. Ele também defendeu a aplicação do feminicídio como agravante relacionado às circunstâncias do crime.

Em resposta, Coronel Fernanda afirmou que a legislação precisa ser preservada e que a proteção às mulheres deve permanecer como prioridade. A deputada também mencionou o posicionamento de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmando que ele defende a Lei do Feminicídio.

“Se ele não tem conhecimento, não tem entendimento jurídico, não vou cobrar isso dele. Mas vou cobrar, sim, e todas nós precisamos lutar juntas para continuar defendendo a Lei do Feminicídio”, declarou.

Apesar de defender a legislação, a parlamentar reconheceu que ainda existem dificuldades para garantir a aplicação efetiva das medidas previstas. Ela cobrou mais ações do governo federal e maior rapidez do sistema de Justiça na responsabilização de autores de crimes contra mulheres.

Na avaliação de Fernanda, a demora nos processos e na execução das penas compromete o enfrentamento à violência. Por isso, defendeu não apenas a manutenção das normas atuais, mas também medidas que assegurem punições efetivas aos responsáveis por feminicídios.

A deputada afirmou ainda que pretende continuar atuando no Congresso Nacional para impedir retrocessos nos direitos das mulheres.

“Enquanto eu estiver na Câmara Federal, não permito, não vou deixar e vou lutar 24 horas para que nenhuma conquista de nenhuma mulher retroceda”, disse.

Fernanda também informou que participou de uma reunião da bancada feminina do PL, em Brasília, para discutir pautas relacionadas às mulheres. Entre os assuntos tratados, segundo ela, estavam a defesa dos espaços conquistados pelas mulheres e a organização de atividades políticas para o segundo turno presidencial.

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