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Prioridade na fila da habitação para filhos órfãos, vítimas de feminicídio, é aprovada na ALMT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em segunda votação na sessão ordinária desta quarta-feira (26), o Projeto de Lei 1637/2025, de autoria do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), que coloca crianças e adolescentes órfãos de vítimas de feminicídio entre as prioridades na distribuição de moradias dos programas habitacionais do estado. A proposta, que havia recebido parecer contrário da CCJR (Comissão de Constituição Justiça e Redação) foi apreciada em Plenário e teve o entendimento revertido pelos parlamentares, que derrubaram o parecer e aprovaram o mérito do Projeto. Agora, o texto segue para sanção do governador Mauro Mendes.

O projeto determina que crianças e adolescentes que perderam a mãe para o feminicídio, sem casa própria e com renda familiar per capita de até três salários mínimos, sejam incluídos na lista de prioridades para receber casas ou apartamentos construídos ou financiados pelo programa estadual de habitação. Amparado pela Constituição estadual, o projeto dá um tratamento objetivo e claro a uma realidade dura e crescente, reconhecendo na política habitacional um instrumento direto de proteção social às famílias atingidas por esse tipo de crime.

Dal Bosco ressaltou o caráter humano do projeto e o compromisso do Legislativo com a proteção dos mais vulneráveis. “Quando uma mulher é vítima de feminicídio, não é só uma vida que é interrompida, é uma família inteira que fica marcada. São filhos que perdem a mãe, muitas vezes perdem também a casa, a segurança e a referência de cuidado. Este projeto nasce olhando para esses filhos, para essas crianças e adolescentes que não podem ser esquecidos pelo poder público. Dar prioridade na habitação é dar um recomeço mais digno, é dizer que o Estado enxerga essa dor e se responsabiliza em construir caminhos de proteção e justiça social”, afirmou Dilmar.

A iniciativa nasce da constatação de um cenário doloroso. O aumento dos casos de feminicídio em Mato Grosso não termina na violência contra a mulher, ele se prolonga na vida dos filhos que ficam, muitas vezes sem o amparo da mãe, sem estabilidade financeira e sem um teto para morar. Ao priorizar essas crianças e adolescentes na fila da habitação, o estado reconhece que não se trata apenas de um número nas estatísticas, mas de vidas concretas em situação de vulnerabilidade, que precisam de amparo efetivo e de políticas públicas que façam diferença no dia a dia.

O deputado estadual Gilberto Cattani, do PL, usou a própria dor para reforçar a importância do projeto de lei apresentado por Dilmar Dal Bosco. Ele lembrou que sua filha foi vítima de feminicídio e deixou dois filhos, hoje órfãos de mãe e de pai, já que o autor do crime está preso. Cattani relatou que, mesmo nessa situação, o pedido de pensão para os netos foi negado pelo Ministério Público, sob o argumento de que a filha seria empresária de um grande laticínio. Ao declarar apoio ao projeto, ele afirmou que a proposta de Dilmar abre uma perspectiva concreta para o futuro dessas crianças. “Quero parabenizar o deputado Dilmar, porque isso pode garantir que, quando meus netinhos tiverem 17, 18 anos, possam pleitear uma casa e não se sintam sozinhos no mundo”, desabafou Cattani.

O deputado Eduardo Botelho (União), também se manifestou em defesa do projeto. Ele parabenizou a iniciativa, disse que concorda integralmente com as palavras de Gilberto Cattani e destacou o trabalho técnico da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), ressaltando que a CCJR conta com um corpo técnico qualificado, treinado e constantemente atualizado, inclusive em cursos no Congresso nacional. Botelho lembrou que, na Comissão, acompanhou o parecer apresentado, porém reforçou que o plenário tem a prerrogativa de rever entendimentos quando a matéria tem forte relevância social. “Aqui no plenário, eu voto com o deputado Dilmar para derrubar o parecer e aprovar o projeto”, afirmou, ao convocar os colegas a levantarem a mão e votarem contra o parecer da CCJR, em apoio à proposta.

Dilmar salientou que a CCJR havia emitido parecer contrário ao projeto, mas em plenário o debate resgatou a essência social da proposta. “Todos os deputados se solidarizaram com a pauta e reconsideraram seus posicionamentos, votando contra o parecer da Comissão, garantindo a aprovação do texto. Fiquei feliz em ouvir alguns deputados, ao fazer uso a palavra, reconhecerem publicamente a importância da iniciativa”, finalizou Dal Bosco.

Com a aprovação da Assembleia Legislativa e o envio do projeto para sanção do governador Mauro Mendes, Mato Grosso avança em uma política habitacional que dialoga diretamente com a realidade de quem mais precisa. A proposta de Dilmar Dal Bosco reforça o papel do Parlamento na construção de respostas concretas para problemas complexos, aproxima a legislação da vida real das famílias atingidas pelo feminicídio e abre a possibilidade de que o lar, tantas vezes destruído pela violência, volte a ser símbolo de proteção, acolhimento e esperança para essas crianças e adolescentes.

Fonte: ALMT – MT

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Certidões negativas cíveis e criminais são obtidas de forma gratuita e prática no Portal do TJMT

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Pessoas físicas e jurídicas que precisem de certidões negativas de processos cíveis e criminais, de 1º e 2º graus de jurisdição, podem obter esses documentos oficiais de forma rápida e simples no Portal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso na internet, no ícone “Certidão”, disponível na seção de Acessos Rápidos, na página inicial do portal. Clique aqui para acessar.

Fundamentais em diversas situações da vida cotidiana, como tomar posse em cargo público ou participar de contratações públicas, essas certidões negativas são solicitadas para que o cidadão comprove que nada consta contra ele perante a Justiça estadual. Isso é importante para a defesa de um direito ou resolução de situações de interesse pessoal.

Para emitir o documento, de maneira totalmente gratuita, basta acessar o ícone “Certidão”, disponível na página inicial do TJMT.

Além da emissão do documento, o Sistema de Expedição de Certidão (SEC) possui também um item de segurança que permite confirmar a autenticidade da certidão, que abrange processos de todo o estado.

Ao disponibilizar esse serviço de consulta gratuita, o Judiciário mato-grossense cumpre determinação da Constituição Federal, que prevê, no artigo 5º, a gratuidade da certidão negativa. O serviço on-line foi criado em maio de 2011, tornando desnecessária a ida do cidadão ao Cartório Distribuidor do Fórum do município onde reside para obter o documento.

A consulta da Certidão de 1º Grau abrange todos os processos cadastrados na base de dados da Primeira Instância estadual, tanto cíveis quanto criminais, distribuídos na Justiça Comum ou nos Juizados Especiais. A autenticidade do documento pode ser verificada por meio do endereço sec.tjmt.jus.br, no campo “Verificar autenticidade de 1º grau”, informando o número da certidão, CPF e data de nascimento, em até três meses após sua expedição. Essa certidão tem validade de 30 dias após a data de sua emissão.

Conforme o Sistema de Expedição de Certidões, a informação do nome e do CPF indicado é de responsabilidade do solicitante da certidão, devendo a titularidade ser conferida pelo interessado e destinatário.

Já a consulta da Certidão de 2º Grau é válida por 60 dias a contar da data de sua expedição e a autenticação pode ser efetivada em, no máximo, até três meses após a sua expedição. O documento tem a mesma validade do emitido diretamente nos Cartórios Distribuidores do Poder Judiciário, ressalvada a obrigatoriedade de o destinatário conferir a titularidade do documento pessoal informado, bem como confirmar a autenticidade da certidão na página eletrônica do TJMT.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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