Política
MPMT promove webinar sobre prevenção ao suicídio no Setembro Amarelo
Política
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promove, no dia 22 de setembro de 2026 (terça-feira), das 9h às 11h (horário de Mato Grosso), o webinar “É possível prevenir o suicídio?”. O evento será realizado de forma virtual, por meio da plataforma Microsoft Teams, com transmissão ao vivo pelo canal oficial do MPMT no YouTube. A iniciativa é da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.Em alusão ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e à campanha Setembro Amarelo, o webinar tem como objetivo promover uma reflexão sobre as possibilidades de prevenção do suicídio, os fatores de risco e proteção, os sinais de alerta e as formas adequadas de acolhimento e encaminhamento. A proposta busca ampliar o conhecimento sobre o tema, reduzir estigmas relacionados ao sofrimento psíquico e sensibilizar os participantes para a importância da escuta atenta, do cuidado com a saúde mental e do reconhecimento precoce de situações que demandem intervenção profissional.A programação incluirá a palestra “É possível prevenir o suicídio?”, ministrada pela psiquiatra e psicoterapeuta Juliana Belo Diniz. O debate contará com a participação do promotor de Justiça Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho. A abertura do evento será conduzida pelo procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular da Procuradoria Especializada. O webinar é destinado a membros(as), servidores(as), estagiários(as), residentes e colaboradores(as) do Ministério Público, além do público externo interessado na temática. Haverá emissão de certificado, com carga horária de duas horas, mediante assinatura do formulário de presença. Sobre a palestrante – Juliana Belo Diniz é médica psiquiatra, psicoterapeuta e pesquisadora, reconhecida por sua atuação acadêmica e clínica na área da saúde mental. Graduada em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), concluiu residência médica em Psiquiatria e doutorado na mesma instituição. Também possui especialização em pesquisa clínica pela Universidade Harvard e pós-doutorado pela USP. Atualmente, é pesquisadora do Programa Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e atua na prática clínica como psiquiatra e psicoterapeuta.Autora do livro “O que os psiquiatras não te contam”, a especialista defende uma abordagem humanizada da saúde mental, destacando a importância da escuta, da empatia e do cuidado integral no enfrentamento do sofrimento psíquico. Em sua obra, discute os impactos das transformações sociais na saúde mental contemporânea e propõe reflexões sobre temas como medicalização, produtividade excessiva e promoção do bem-estar.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Política
Coronel Fernanda rebate Cattani e defende manutenção da Lei do Feminicídio
A deputada federal Coronel Fernanda (PL) contestou publicamente as declarações do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) sobre feminicídio e defendeu a manutenção da legislação específica para esse tipo de crime. A parlamentar afirmou que o colega não demonstra conhecimento jurídico sobre o tema e disse que não aceitará retrocessos nas medidas de proteção às mulheres.
“Ele não deve conhecer a lei, não deve saber o porquê disso. Ele não é jurista”, declarou Fernanda.
A declaração da parlamentar ocorreu após Cattani questionar o conceito de feminicídio ao comentar o assassinato da própria filha, Raquel Cattani, ocorrido em julho de 2024, em Nova Mutum. O deputado afirmou que ela não foi morta simplesmente por ser mulher, mas em razão do relacionamento com o ex-marido, que não aceitava o fim da relação. Ele também defendeu a aplicação do feminicídio como agravante relacionado às circunstâncias do crime.
Em resposta, Coronel Fernanda afirmou que a legislação precisa ser preservada e que a proteção às mulheres deve permanecer como prioridade. A deputada também mencionou o posicionamento de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmando que ele defende a Lei do Feminicídio.
“Se ele não tem conhecimento, não tem entendimento jurídico, não vou cobrar isso dele. Mas vou cobrar, sim, e todas nós precisamos lutar juntas para continuar defendendo a Lei do Feminicídio”, declarou.
Apesar de defender a legislação, a parlamentar reconheceu que ainda existem dificuldades para garantir a aplicação efetiva das medidas previstas. Ela cobrou mais ações do governo federal e maior rapidez do sistema de Justiça na responsabilização de autores de crimes contra mulheres.
Na avaliação de Fernanda, a demora nos processos e na execução das penas compromete o enfrentamento à violência. Por isso, defendeu não apenas a manutenção das normas atuais, mas também medidas que assegurem punições efetivas aos responsáveis por feminicídios.
A deputada afirmou ainda que pretende continuar atuando no Congresso Nacional para impedir retrocessos nos direitos das mulheres.
“Enquanto eu estiver na Câmara Federal, não permito, não vou deixar e vou lutar 24 horas para que nenhuma conquista de nenhuma mulher retroceda”, disse.
Fernanda também informou que participou de uma reunião da bancada feminina do PL, em Brasília, para discutir pautas relacionadas às mulheres. Entre os assuntos tratados, segundo ela, estavam a defesa dos espaços conquistados pelas mulheres e a organização de atividades políticas para o segundo turno presidencial.
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