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Feira de artesanato na Assembleia Legislativa reforça campanha Agosto Lilás contra o feminicídio

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso abriu espaço, nesta quarta-feira (27), para uma feira que reúne cerca de 20 artesãs de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, em alusão ao Agosto Lilás, mês de enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa é da deputada Edna Sampaio (PT).

Denominado “Mulheres na AL: Agosto Lilás contra o feminicídio”, o evento busca divulgar o trabalho das expositoras e, ao mesmo tempo, chamar atenção para os altos índices de feminicídio no estado, estimulando a reflexão da sociedade sobre o tema.

A deputada destacou a importância de valorizar o trabalho das artesãs, que garantem o sustento de suas famílias, e reforçou a necessidade de ampliar a mobilização contra a violência de gênero. “Estamos aqui numa luta que precisa ser abraçada por todas e todos: a luta contra a violência e contra o feminicídio. É muito importante que estejamos unidas em relação a isso. Parabéns a vocês por resistirem em uma atividade econômica tão significativa”, afirmou.

A artesã Maria de Lourdes Souza do Nascimento, de Chapada dos Guimarães, trabalha com cabaças, cascas e sementes de ipê verde, além de outros elementos naturais. Para ela, a feira representa um espaço de fortalecimento.
“É fundamental participar desta feira, pois acredito na importância de sermos fortes e independentes. Infelizmente, muitas mulheres ainda enfrentam situações de abuso e tristeza. Precisamos combater essa barbárie. Esta feira nos aproxima da luta contra esses agressores”, destacou.

Já a artesã Neide Aparecida Bonassi, de Várzea Grande, encontrou no artesanato uma forma de sustento após ser diagnosticada com câncer. Inspirada no mundo do rock, ela produz peças com materiais rústicos e recicláveis.
“Não sou de postar meus trabalhos nas redes sociais, então a divulgação é no boca a boca. Ir a uma feira, conhecer alguém que compre ou leve meu contato já vale muito a pena. Hoje consigo me manter com esse trabalho, e a divulgação nas feiras tem sido essencial”, disse.

A expositora Liliane de Souza Coury, artesã indígena e integrante da comunidade LGBT, produz joias em contas de vidro que representam a fauna e a flora amazônica. Ela afirma que o artesanato se tornou a principal fonte de renda da família.

“A feira é importante como ponto de escoamento do nosso trabalho, de abertura e de contato com novas pessoas. A deputada Edna acerta muito ao propor a CPI em Mato Grosso, onde os dados são alarmantes. As mulheres indígenas e negras são as mais afetadas por essa política de extermínio de gênero”, ressaltou.

A feira integra a programação do Agosto Lilás na Assembleia Legislativa e se consolida como um espaço de valorização do trabalho feminino aliado à luta contra a violência e o feminicídio em Mato Grosso.

A feira voltará a ser realizada nos dias 30 de setembro e 1° de outubro.

Fonte: ALMT – MT

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Desafio Judiciário Sustentável 2026 mobiliza unidades do TJMT em busca de consumo consciente

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A imagem mostra um edifício com as palavras O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) instituiu o “Desafio Judiciário Sustentável 2026”. Por meio de ações voltadas ao consumo consciente, redução de desperdício e de gastos e incentivos à reciclagem, o objetivo é fortalecer dentro do Poder Judiciário a cultura da sustentabilidade. A iniciativa foi estabelecida pela Portaria TJMT/PRES nº 751, de 27 de maio de 2026.

O desafio envolverá áreas administrativas, gabinetes de desembargadores e comarcas de todo o estado. A proposta é acompanhar e avaliar indicadores relacionados ao consumo e gasto de diferentes despesas, além da destinação adequada de resíduos sólidos recicláveis, estimulando práticas mais sustentáveis no ambiente institucional.

O Núcleo de Sustentabilidade acompanha o desempenho das unidades ao longo do ciclo de avaliação, que compreende o período de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026. Nesse período, são monitorados indicadores relacionados ao consumo de água, energia elétrica, papel, copos descartáveis, impressões e equipamentos de impressão, gastos com telefonia, transporte e serviços gráficos e destinação adequada de resíduos sólidos recicláveis.

Os indicadores serão calculados de forma proporcional ao número de magistrados, servidores e estagiários de cada unidade. A portaria também estabelece pesos diferentes para cada indicador, considerando o impacto ambiental e a relevância institucional de cada item. Entre os critérios com maior peso estão consumo de papel, impressão, equipamentos de impressão e destinação adequada de resíduos recicláveis.

“As unidades devem dedicar atenção especial à redução de impressões desnecessárias, ao uso consciente do papel, à devolução de impressoras ociosas e ao fortalecimento das ações de separação e encaminhamento correto dos resíduos recicláveis. A intenção é incentivar mudanças de comportamento e fortalecer práticas alinhadas à responsabilidade ambiental”, explica a gestora do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, Jaqueline Schoffen.

Como forma de reconhecimento, o Desafio Judiciário Sustentável entregará selos Diamante, Ouro, Prata e Bronze às unidades com melhor desempenho.

Os selos serão entregues durante o 11º Evento de Sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso, que será realizado no segundo semestre de 2026. A premiação tem como objetivo reconhecer e valorizar as unidades que se destacarem na adoção de práticas sustentáveis e no uso eficiente dos recursos públicos.

Além de estimular a conscientização ambiental dentro do Judiciário, a iniciativa também vai ao encontro da melhoria da gestão de recursos públicos e fortalecimento de práticas sustentáveis no dia a dia institucional.

Clique aqui e confira a portaria na íntegra.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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