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Deputados aprovam PLC que trata das áreas úmidas do Araguaia e Guaporé

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Os deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram, por unanimidade, em primeira e segunda votações, o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 43/2025, de autoria do deputado Dr. Eugênio (PSB) e coautoria do deputado Valmir Moretto (Republicanos). A proposta altera a Lei Complementar nº 38/1995, que institui o Código Estadual do Meio Ambiente, para permitir o uso racional e sustentável de áreas dos biomas mato-grossenses, ampliando o potencial de valorização econômica, geração de emprego e renda em diferentes regiões do estado.

O artigo 1º do PLC aprovado diz que o parágrafo 2º do artigo 65 da Lei Complementar nº 38, de 21 de novembro de 1995, passa a vigorar com a seguinte redação: “A proteção, conservação e uso sustentável das áreas úmidas no Estado serão regulamentadas pelo CONSEMA, observado o disposto na legislação federal, incluindo os procedimentos para o licenciamento ambiental de atividades potencialmente poluidoras ou degradadoras, a supressão de vegetação e o licenciamento específico de obras de drenagem”.

O artigo 2º diz que a Lei Complementar nº 38, de 21 de novembro de 1995, passa a vigorar com a inclusão do artigo 65-A, nos seguintes termos: “artigo 65-A: para fins de aplicabilidade do Art. 10 da Lei n. 12.651, de 25 de maio de 2012, serão consideradas de uso restrito as áreas úmidas quando estiverem inseridas no Pantanal mato-grossensse nos limites da Planície Alagável da Bacia do Alto Paraguai de Mato Grosso, na Planície Alagável do Guaporé: planície formada pelo rio Guaporé e seus afluentes, conforme definido pelo RADAMBRASIL e na Planície Alagável do Araguaia: planície formada pelo rio Araguaia e seus afluentes, conforme definido pelo RADAMBRASIL”.

Durante o debate em plenário, o deputado Dr. Eugênio (PSB), destacou a importância da aprovação do PLC para o desenvolvimento sustentável das duas regiões, do Araguaia e Guaporé, e elogiou a atuação da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, que disponibilizou recursos do duodécimo para um estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que permitiu o mapeamento das áreas úmidas das duas regiões.

“Há seis anos nós trabalhamos esse projeto. Foi um projeto bastante debatido tecnicamente. É uma importante pauta para o desenvolvimento do Estado de Mato Grosso. Hoje os produtores sabem o que é possível e o que não é possível, de uma forma confiável”, disse o parlamentar.

“Esse projeto é um marco histórico nessa questão das áreas úmidas envolvendo o Araguaia e as áreas do Guaporé. É a porta de entrada para que o Consema possa fazer as modificações compatíveis com o estudo da UFMT”, emendou Dr. Eugênio.

Max Russi (PSB), presidente da Casa de Leis, disse que “esse projeto é muito significativo para as duas regiões e mostra o trabalho da Assembleia Legislativa, de todos os seus deputados, da Mesa Diretora, que não se furtou em colocar recursos, e hoje nós damos mais um passo na solução desse problema das áreas úmidas, lém de criarmos possibilidade de outras áreas também serem exploradas de forma sustentável, racional e procurando torná-las viáveis economicamente, sem que isto represente prejuízos ao meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas”.

Conforme Russi, “é um problema que atingia e muito os produtores locais. Regiões importantes do nosso Estado, que tem a capacidade de um crescimento gigante e que através de legislações, de interpretações um pouco ideológicas, estavam sendo vista de forma errada. Quero parabenizar os servidores da Sema que participaram, a Universidade Federal (UFMT), os deputados Dr. Eugênio e Moretto, além de toda a Assembleia Legislativa. Foi com parte do nosso orçamento, da Assembleia Legislativa, que isso foi possível. Isso mostra a importância desse Parlamento”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa.

Fonte: ALMT – MT

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Juíza de Juína destaca programas de acolhimento e adoção na Semana Nacional da Adoção

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Foto posada da juíza Lais Paranhos. Ela está sorrindo em uma sala de reuniões, em frente a uma parede com revestimento geométrico amadeirado. Ela usa camiseta clara do programa Entrega Legal e saia preta. Sobre a mesa ao fundo há equipamentos de áudio e um objeto de madeira decorativo.A juíza substituta da 2ª Vara da Comarca de Juína, Laís Paranhos Pita, destacou os programas Família Acolhedora e Entrega Voluntária como instrumentos de proteção à infância e garantia de direitos. As ações integram a Semana Nacional da Adoção e a Semana Estadual de Consciência sobre Entrega Voluntária e reforçam iniciativas voltadas ao acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Segundo a magistrada, a população pode procurar a unidade judiciária para receber orientações sobre acolhimento familiar e entrega voluntária para adoção, procedimento previsto em lei, realizado com acompanhamento técnico e garantia de sigilo.

A campanha Entrega Legal assegura acolhimento humanizado às gestantes ou genitoras que optam pela entrega voluntária do bebê para adoção de forma legal e segura, com acompanhamento psicossocial e proteção judicial.

Já o programa Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por medida protetiva, permitindo que permaneçam em ambiente familiar até definição judicial.

Em Juína, as famílias interessadas em participar do programa Família Acolhedora devem procurar a rede municipal de assistência social para cadastro e capacitação.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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