Política
Assembleia Legislativa homenageia ex-parlamentares com a Comenda Memória do Legislativo
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Na manhã desta quarta-feira (6), durante sessão solene em comemoração aos 190 anos do Parlamento estadual, trinta e seis ex-deputados foram homenageados com a Comenda Memória do Legislativo. O reconhecimento valoriza personalidades que dedicaram parte de suas vidas à preservação, resgate, pesquisa e divulgação da história do Poder Legislativo.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), destacou o simbolismo da data. “Hoje, neste 6 de agosto de 2025, este Parlamento se veste de memória, de gratidão e de esperança. Celebramos 190 anos de história da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a mais antiga Casa parlamentar do Centro-Oeste brasileiro e uma das mais antigas do país”, afirmou o presidente.
Max ressaltou ainda que passaram pelo Parlamento estadual “homens e mulheres que, com suas limitações e virtudes, deixaram um legado de luta, serviço e dedicação à causa pública. O Parlamento é feito de pessoas e de histórias. Cada cadeira do plenário carrega lembranças de debates, decisões e sonhos que ajudaram a moldar o futuro de Mato Grosso. É impossível falar desta história sem reverenciar nomes como o de José Fragelli, Rachid Jorge Mamed, Vicente Emílio Vuolo, Hélio Correa da Costa, Emanuel Pinheiro da Silva Primo, Oscar Soares, Ranulfo Marques Leal, Afro Stefanini, Renê Barbour, Dante de Oliveira, Moisés Feltrin, Sarita Baracat de Arruda, Ubiratan Spinelli e tantos outros”.
O primeiro-secretário da ALMT, deputado Dr. João (MDB), reforçou a satisfação em participar da história do Legislativo estadual. “É um orgulho estar aqui hoje como deputado de segundo mandato, reencontrando ex-colegas que ajudaram a construir um Mato Grosso melhor. Muitos deles eu só conhecia pela televisão ou jornais. Eles iniciaram tudo isso para que hoje possamos dar continuidade. O Mato Grosso que era apenas ruralista é hoje reconhecido no mundo inteiro”.
Ex-deputado estadual, federal constituinte e ex-presidente do Tribunal de Contas (TCEMT), Ubiratan Spinelli, recebe a Comenda Memória do Legislativo do presidente da ALMT, deputado Max Russi.
Foto: JLSIQUEIRA/ALMT
Entre os homenageados, trajetórias diversas se cruzaram com a história do estado. O ex-deputado João da Silva Torres, que exerceu dois mandatos e foi vice-presidente da Casa durante a 9ª Legislatura, no período de 1979 a 1983, relembrou o período com carinho. “Tive uma passagem muito bonita, com lembranças maravilhosas. Hoje, receber essa homenagem é uma recordação que guardarei para sempre. É importante prestigiar o que é nosso”.
Ricarte de Freitas, deputado estadual por dois mandatos na década de 1990 e federal por três, destacou o momento de transformação vivido na política estadual. “Vim para cá representando o ‘nortão’, quando Sinop ainda era pequena. Vivi períodos importantes, nos governos Jayme Campos e Dante de Oliveira, e lembro do brilho dos debates na tribuna. Só tenho lembranças boas desse tempo”.
O ex-deputado estadual, federal constituinte e ex-presidente do Tribunal de Contas (TCEMT), Ubiratan Spinelli, falou do vínculo afetivo com o Parlamento. “Só tenho amor a esta Casa. Meu pai também foi presidente da Assembleia. Hoje tudo mudou, celulares, inteligência artificial, sessões virtuais. Na minha época, era só a velha máquina de escrever. Mas eu preferia aquele tempo em que todos ficávamos juntinhos aqui”.
Para o ex-deputado Paulo Sérgio da Costa Moura, a homenagem resgatou a essência do trabalho legislativo. “Dediquei meu mandato à área ambiental e até hoje muitas das minhas leis estão em vigor. Reviver tudo isso e reencontrar amigos é motivo de alegria e orgulho”.
A ex-deputada e ex-presidente da Embratur, Teté Bezerra, a primeira mulher eleita deputada federal por Mato Grosso, destacou o papel da ALMT como caixa de ressonância do estado. Ela falou em nome das homenageadas.
“Há 30, 40 anos, os municípios distantes tinham dificuldade até de se comunicar com a capital. A Assembleia sempre foi o ponto de chegada das demandas e reivindicações de prefeitos e vereadores. Esta Casa é essencial para a defesa e a gestão pública de Mato Grosso”, finalizou.
Fonte: ALMT – MT
Política
Gisela deixa cargo em secretaria em aberto e condiciona decisão à transição
A vice-governadora eleita de Mato Grosso, Gisela Simona (União Brasil), ainda não definiu qual será sua função na próxima gestão de Otaviano Pivetta (Republicanos). Ela não descarta assumir uma secretaria estadual, mas afirma que qualquer decisão dependerá da análise das necessidades do governo durante o período de transição.
Em entrevista ao programa Roda de Entrevista, Gisela explicou que uma comissão deverá avaliar o funcionamento das pastas, identificar os resultados positivos e apontar os setores que precisam de mudanças. O trabalho deve começar após o segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo ela, a proposta é contribuir para a construção de uma administração alinhada ao perfil de Pivetta, considerando os resultados alcançados nos últimos anos e os desafios que ainda precisam ser enfrentados.
“Diante desse levantamento, que vou estar junto a essa comissão, é que a gente vai definir onde a gente pode ser mais importante para a governança”, afirmou.
Embora tenha defendido maior protagonismo durante a campanha, Gisela adotou cautela ao falar sobre a possibilidade de comandar uma secretaria. A vice-governadora eleita ressaltou que não há, até o momento, um acordo fechado sobre a função que poderá exercer além das atribuições próprias do cargo.
Ao comentar a experiência de Pivetta como vice-governador de Mauro Mendes, Gisela destacou que ele conseguiu contribuir com a administração sem necessariamente assumir o comando de uma pasta. Para ela, a atuação na próxima gestão deverá considerar as características de cada integrante do Executivo.
“Às vezes pode ser que, diante da transição e diante do que a gente observar, pode ser que seja necessário, mas não tem nada construído ainda”, declarou.
Gisela foi escolhida para compor a chapa de Pivetta após mudanças nas articulações políticas que antecederam a eleição. A futura vice-governadora afirmou que pretende participar da avaliação da máquina pública antes de definir como poderá colaborar com a nova administração.
A composição do secretariado e a distribuição das funções no governo, portanto, seguem em aberto. A expectativa é que as definições avancem após o diagnóstico da equipe de transição, levando em conta as prioridades e as necessidades identificadas em cada área.
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