Polícia
Suspeito de perseguição e descumprimento de medida protetiva em Cuiabá é preso pela Polícia Civil em Maringá
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Um homem investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso por violência doméstica e descumprimento de medida protetiva teve o mandado de prisão cumprido, nesta terça-feira (30.6), em ação conjunta realizada com a Polícia Civil do Paraná.
O suspeito investigado pela prática de crime de perseguição contra a ex-companheira e por descumprir medida protetiva de urgência foi preso na cidade de Maringá (PR), após pedidos institucional de cooperação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá.
As investigações iniciaram após a vítima procurar a especializada em Cuiabá para denunciar que o ex-companheiro continuava descumprindo as determinações judiciais, mesmo após ter sido preso anteriormente por violência doméstica e passar a utilizar tornozeleira eletrônica.
Segundo a vítima, o relacionamento chegou ao fim há aproximadamente dois meses, em razão de um episódio de violência doméstica que culminou na prisão do investigado e na concessão de medidas protetivas de urgência em seu favor.
Apesar das restrições impostas pela Justiça, o suspeito teria mantido contato de forma insistente, encaminhando mensagens frequentes em que pedia a retomada do relacionamento. O suspeito também agiu com violência psicológica, enviando mensagens afirmando que tiraria a própria vida caso a ex-companheira não reatasse o relacionamento.
A mulher informou que acionou o Botão do Pânico quando percebeu a aproximação do investigado, situação que intensificou seu sentimento de insegurança e fez ela fugir do local. Diante dos elementos reunidos durante a investigação, foi representado representou pela prisão preventiva do investigado, que foi deferida pelo Poder Judiciário.
Após investigações e diligências efetuadas pela equipe da DEDM Cuiabá, o homem foi localizado na cidade de Maringá (PR), onde teve o mandado de prisão cumprido nesta terça-feira, por equipes da Polícia Civil do Paraná. Em seguida, ele foi encaminhado ao sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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