Polícia
Suspeito de matar homem esfaqueado é preso em flagrante pela Polícia Militar
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Policiais militares prenderam um homem de 22 anos, suspeito do homicídio de João Victor Nascimento Alves Moreira, de 31 anos, na manhã desta quinta-feira (23.10), em Tesouro. A vítima foi morta com diversos golpes de faca após uma discussão com o suspeito durante a madrugada.
A equipe do Núcleo de PM de Tesouro recebeu denúncias sobre um homicídio em uma residência da cidade. No local, os militares encontraram a vítima caída no chão, sem sinais vitais e com muito sangue ao redor de seu corpo. Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Judiciária Civil foram acionadas para o isolamento da área e o trabalho pericial.
Em contato com testemunhas, os policiais foram informados de que o morador da casa trabalhava em uma fazenda, a cerca de 15 quilômetros do local do crime. Ainda segundo os populares, o suspeito residia na cidade havia quatro meses e morava sozinho no imóvel.
Os militares seguiram até o local de trabalho do suspeito e encontraram o homem. Ao ser abordado e perguntado sobre o crime, ele confessou que matou João Victor com golpes de faca.
O suspeito relatou ainda que passou o dia anterior consumindo bebidas alcoólicas com a vítima em um bar e em uma conveniência e que, posteriormente, foram para sua casa. No local, João Victor teria tentado beijar o suspeito, momento em que as partes iniciaram uma discussão, quando a vítima foi atacada com golpes de faca até perder a vida.
Os policiais também identificaram que o suspeito possui passagens criminais por ameaça, cultivo de drogas e outros crimes.
Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia de Guiratinga para o registro da ocorrência e as demais providências. O caso será investigado pela Polícia Judiciária Civil.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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