Polícia
Quatro pessoas são detidos por tráfico de drogas em Querência
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Equipes militares da 19ª Companhia Independente prenderam, neste sábado (16.5), quatro pessoas suspeitas de tráfico de drogas, no município de Querência. Na ação, foram apreendidas três porções grandes de maconha, 30 munições calibre .40, sete aparelhos celulares, uma balança de precisão e R$ 240 em espécie.
Durante patrulhamento tático e ostensivo realizado em conjunto pela Agência Regional de Inteligência, GAP de Nova Xavantina e equipe policial de Querência, os militares receberam informações de que uma residência localizada no bairro Morada do Sol era utilizada como ponto de compra e venda de entorpecentes no município.
Durante monitoramento do imóvel, os policiais observaram um suspeito chegando ao local em uma motocicleta preta e realizando entregas de pacotes para ocupantes de veículos distintos que passaram pela residência.
Após as movimentações suspeitas, três abordagens foram realizadas em pontos distintos da cidade. Com os condutores abordados, os policiais encontraram porções de substância análoga à maconha. Questionados, os homens relataram que haviam adquirido a droga na residência monitorada.
Diante das informações, as equipes seguiram até o imóvel e realizaram a entrada no local. Ao perceber a presença policial, um dos suspeitos tentou se desfazer dos materiais ilícitos, arremessando entorpecentes, balanças de precisão e outros objetos em uma fossa da residência.
Durante as buscas, os policiais conseguiram recuperar duas balanças de precisão e localizar munições escondidas em um armário próximo à churrasqueira, além de outros materiais relacionados ao tráfico de drogas. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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