Polícia
Policiais civis adotam cartinhas de Natal e doam cerca de 200 presentes para crianças e idosos
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Policiais civis lotados nas diretorias e coordenadorias presentes no prédio da Diretoria Geral da Polícia Civil de Mato Grosso, em Cuiabá, encararam uma nobre missão este ano: ser Papai Noel de alguma criança ou idoso de projetos solidários e adotar cartinhas de Natal.
As crianças ou idosos foram escolhidas por projetos realizados pelo Instituto Técnico de Educação, Esporte e Cidadania (Iteec Brasil) e o realizado pela investigadora Gracia Maria Santana, na Comunidade Sucuri, desde 2004, que neste ano ocorreu no fim da tarde desta quarta-feira (25.12).
Ao todo, os policiais civis adotaram cerca de 170 cartas de crianças, 100 de projetos do Iteec – meninos e meninas dos bairros Altos do Parque, Parque Geórgia, do Cras Getúlio Vargas e do Projeto Ama Capoeira – e 70 da Comunidade Sucuri, e 30 cartas de idosos do Lar São Vicente de Paulo.
E havia todo tipo de pedidos, de livros a bola de futebol e vôlei, bonecas a pandeiros e berimbau, material escolar a slime e chocolates. Crianças que colocaram nas cartas a gratidão pelo ano que tiveram e a crença de que o Papai Noel lhes daria o presente merecido.
“Este ano fui boazinha, gentil, fiz amizades novas e ajudei minha família e amigos. Se puder, gostaria de ganhar uma luminária fofa em formato de estrela pro quarto, ou um kit de makes. Peço também saúde pra minha família e pra todos também. Obrigada por fazer o Natal ser especial, você é a magia do bem mais real”, escreveu a capoeirista Amabilly Cristina, do projeto Ama Capoeira.
Adoção das cartinhas Os policiais lotados no prédio da Diretoria da Polícia Civil já tinham hábito de adotar cartinhas de crianças no Natal. Porém, neste ano, foram apresentados às ações do Iteec Brasil, que realiza o Natal Solidário há 10 anos e tem sede em um shopping na Capital, e toparam apoiar a causa.
A princípio, seriam adotadas 50 cartas de crianças, porém, a adesão foi tão grande, que 100 crianças tiveram as cartinhas adotadas e mais 30 idosos também. O presidente do instituto, Valteir Vieira Cabral, que também é o Papai Noel das ações, agradeceu ao apoio da Polícia Civil.
“O Papai Noel não consegue fazer nada sozinho, nós temos uma rede de anjos. Nós buscamos os parceiros e algumas pessoas anônimas doaram, mas a Polícia Judiciária Civil abraçou a causa de uma forma inexplicável, doando mais de 100 presentes escolhidos pelas crianças.
Por isso, estou muito grato por cada policial civil, cada anjo que foi colocado em nosso caminho este ano, para que nossas ações fossem ainda
mais especiais”, disse Cabral.
Comunidade Sucuri
A festa na Comunidade Sucuri, em Cuiabá, realizada pela investigadora Gracia Maria Santana, 60 anos, ocorreu em plena tarde de Natal (25.12). brinquedos infláveis, lanches e entrega de presentes marcaram o dia especial de mais de 110 crianças, que esperaram ansiosas pela
chegada do Papai Noel Cabral.
Este foi o primeiro ano que Gracia não foi o Papai Noel da ação. A investigadora, que é do primeiro concurso da Polícia Civil de Mato Grosso, de 1987, colocava a fantasia, uma barriga falsa e fazia a alegria da criançada desde 2004.
Ela contou que começou as ações solidárias na comunidade desde que ela foi criada. O local foi formado por famílias que ficaram desabrigadas após a enchente de 2001, que receberam as casas da prefeitura. Ela morou no local e, desde então, passou a ajudar os vizinhos. “Eram muitas pessoas carentes. A Mesa Brasil começou a me ajudar com os alimentos e eu tinha uma parceria na feira, que eu tinha que ir buscar. Eu comecei meu trabalho assim, dando de comer às famílias quando elas estavam precisando”, contou Gracia.
E toda essa bondade ocorre logo após Gracia enfrentar uma batalha contra o câncer de mama que a fez ter que se afastar da Polícia Civil em 2000. Porém, logo que venceu a luta, ela fez questão de passar pela perícia e voltar ao trabalho, dessa vez no administrativo.
Atualmente, ela está lotada no plantão da portaria do prédio da Diretoria da Polícia Civil, já não mora no Residencial Sucuri, mas segue com as ações voluntárias na comunidade e, sempre que necessário, tem ajuda dos colegas do trabalho, que neste ano adotaram cerca de 70 cartinhas de Natal.
“Esse evento é uma ação que traz alegria para muitas crianças cujos pais trabalham, ganham somente um salário e não podem comprar uma boneca, um carrinho para o filho brincar. Então, nessas datas comemorativas, em especial o Natal e o Dia das Crianças, eu faço isso por causa dessas crianças e o que me motiva é ver a alegria delas, um sorriso verdadeiro, a felicidade. Eu me emociono muito com as minhas crianças. Falo ‘minhas crianças’ porque tem mais de 20 anos que eu estou ali naquele bairro atendendo”, contou a investigadora Gracia.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Emeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico
A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida – reuniu nesta sexta-feira (28) as unidades das regiões Leste e Oeste, para o encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (Smcel) – por meio do núcleo de programas e projetos – teve por objetivo debater e fortalecer as práticas pedagógicas de acolhimento e valorização da diversidade cultural nas escolas.
A titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo participou do evento e destacou a importância desses movimentos que só as escolas sabem promover, e o quanto isso transforma a vida das crianças, da comunidade e da sociedade. “Sob o tema “Semeando o Futuro” este evento coroou uma semana repleta de reflexões, atividades realizadas em sala de aula, exposições de trabalhos e apresentações culturais desenvolvidas pelos estudantes, e isso tudo é muito relevante porque nós precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Então todos os migrantes e refugiados compõem o mesmo espaço do nosso planeta, e é exatamente isso que a escola defende”, ressaltou.
A gestora destacou ainda que a secretaria de Educação, atende atualmente, cerca de 700 alunos de família de migrantes e que todos têm os mesmos direitos assegurados pelos brasileiros natos. “E é por isso que estamos aqui para dizer a vocês que são o futuro do país, que possam viver na prática, combatendo a desigualdade, lutando pelos seus direitos e entendendo que todas as pessoas têm direito ao mesmo céu, o mesmo sol e a mesma lua. Que o acolhimento de hoje seja com certeza a finalização de um trabalho desenvolvido em sala de aula do conteúdo, do planejamento e que hoje está culminando nessas apresentações”.
A coordenadora pedagógica Marilene Silva disse que esse movimento realizado pelas unidades escolares surpreendeu pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos durante as apresentações. “Foram três dias de intensas programações. A escola Eunice César abriu o evento na quarta-feira, com apresentações de danças, poesia e artes, ontem os alunos da escola Alino Ferreira apresentaram a chegada dos migrantes no Brasil e hoje os alunos da escola Abdala apresentaram uma coreografia de danças e ato ecológico, com o plantio de mudas. Todos os eventos surpreenderam pela qualidade do enredo e pelo entusiasmo das crianças, todos estão de parabéns”.
Já a professora Zilda Braga, que integra o Núcleo de Programas e Projetos, destacou a participação de todas as unidades escolares envolvidas nessa programação. “A comunidade escolar se uniu para celebrar a riqueza que o intercâmbio de vivências traz para as salas de aula, reforçando o compromisso do município com uma educação inclusiva, humanizada e garantidora de direitos humanos”.
A diretora da Escola Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, agradeceu a participação de toda a comunidade escolar e disse que a todas as unidades envolvidas na programação, se dedicaram para a realização do evento na promoção da cultura de paz, fortalecendo ações voltadas ao respeito, à inclusão e ao acolhimento.
Símbolo de resiliência
Assim como o ipê suporta o inverno rigoroso, a seca extrema e o solo muitas vezes árido para depois florescer com uma força que impressiona, o migrante enfrenta a saudade, a distância e as barreiras culturais sem perder a sua essência. E para marcar o evento “Semeando o Futuro”, a comunidade escolar realizou um ato ecológico com o plantio de três mudas de ipê, representando o legado do projeto pedagógico e o compromisso com o futuro sustentável para a comunidade.
A secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, fez o plantio de uma muda e destacou que tanto o ipê quanto o migrante guardam suas raízes profundas na terra de origem, mas têm a capacidade extraordinária de se adaptar e embelezar qualquer solo onde decidem recomeçar. “Quando tudo parece seco e difícil, o ipê e o migrante mostram que a verdadeira força vem de dentro, transformando o recomeço em uma explosão de cores, vida e esperança”, completou.
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