Polícia
Polícia Militar frustra tentativa de roubo e apreende menores com arma de fogo e facão
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Dois adolescentes, de 16 anos, foram apreendidos, na manhã desta quinta-feira (6.11), por policiais militares do 13º Batalhão, após tentativa de um roubo à mão armada com reféns, em uma residência, no município de Lucas do Rio Verde (332 km de Cuiabá). Um dos suspeitos foi contido pelas vítimas, enquanto o outro foi localizado trancado em um dos quartos.
As equipes foram informadas sobre uma ação criminosa na Rua Foz do Iguaçu. No local, um homem, de 60 anos, relatou que por volta das 6 horas, foi rendido pela dupla, que estava armada com um facão e uma arma de fogo.
Em seguida, passou a sofrer agressões físicas com o cabo do facão e psicológicas. Durante ação criminosa, os suspeitos exigiam transferências bancárias via Pix, porém as operações não foram concluídas, após a vítima alegar não se recordar das senhas, devido ao abalo emocional.
Logo em seguida, chegaram na casa outras duas pessoas, sendo um homem, de 46 anos e uma mulher, de 29 anos, que também foram rendidas, agredidas e levadas para dentro de um cômodo. Um dos menores foi até um outro quarto procurar por joias e dinheiro.
Nesse instante, os homens mantidos reféns entraram em luta corporal com um dos suspeitos, que acabou sendo rendido, enquanto o outro se trancou no quarto, até a chegada dos policiais militares. As vítimas apresentavam lesões pelo corpo.
Aos policiais militares, os menores confessaram que chegaram até a casa da vítima com apoio de um homem, em um veículo modelo Renault Kwid. As equipes mantêm diligências pelo município em busca do comparsa.
Com os adolescentes foram apreendidos um revólver calibre 38, cinco munições, um facão, um anel dourado, uma corrente, um aparelho celular e R$ 1.220 em espécie. Eles foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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