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Polícia Civil une pai e filha no cotidiano do trabalho investigativo

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Neste domingo (11.8), o Dia dos Pais é celebrado em todo país. Na Polícia Civil, a data tem um significado ainda mais especial para a dupla de investigadores Israel Barbosa da Silva, de 55 anos, e Nayanna de Paula Santana.

Pai e filha, respectivamente, Israel e Nayanne trabalham lado a lado, atualmente, na Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Contudo, os dois já atuaram juntos também na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA).

Ingressado na instituição em 2008, Israel conta que sempre motivou a filha a conquistar seus objetivos. A filha, Nayanna, vai além, reforça que o pai sempre foi uma fonte de inspiração na vida dela.

“Ele sempre foi inspiração de amor e cuidado. E, ao mesmo tempo, de luta e determinação. Sempre batalhou muito para chegar aonde chegou. Foi garçom, antes de cursar Educação Física, na Universidade Federal de Mato Grosso, onde se formou. Atuou na área como professor em escolas e academia, até que foi chamado na polícia, em 2008”, diz a filha com bastante emoção.

Segundo Nayanne, o pai sempre foi um grande amigo e apoiador. Segundo ela, foi o pai a principal fonte de incentivo para estudar. “Foi ele quem me incentivou a estudar e me preparar fisicamente para passar no concurso da Polícia Civil. E a aprovação veio em 2011, três anos após a do meu pai”, recorda a filha com muita gratidão.

Desde então, pai e filha seguem a trajetória investigativa na Polícia Civil, cumprindo a missão de elucidar crimes, contribuindo para com a segurança pública de Mato Grosso.

“Para mim, tê-lo como parceiro de profissão só me enche de orgulho e alegria, porque já somos parceiros de vida, grandes amigos”, enfatiza Nayanne. Para o pai, ter a companhia da filha no cotidiano profissional os aproxima ainda mais. “É uma parceira não só do trabalho, mas de vida”, completa Israel.

Legado policial

Além da dupla de investigadores, a Polícia Civil tem outras histórias de exemplo e inspiração. A da escrivã recém-nomeada, Kawany Rotneder Silva, de 28 anos, é filha do também escrivão Pedro Ferreira da Silva Filho, de 54 anos. E também da delegada Luciane Barros Pereira Lima, de 50 anos, é filha do delegado aposentado, Luiz Pereira, de 76 anos.

“Ser pai é ensinar e proteger. E para esses policiais, ver os filhos seguirem seus passos é ver a continuidade desse legado, um caminho é de honra. São pais e filhos que representam uma história de amor, carinho, exemplo e inspiração dentro da Polícia Civil. Parabéns a todos os pais, especialmente os policiais civis pela data tão simbólica”, parabeniza a delegada-geral, Daniela Maidel.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Júri condena mercenários a mais de 71 anos de prisão

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Os réus Claudiomar Garcia de Carvalho e Jefferson Fátimo da Silva, apontados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como integrantes de um grupo de extermínio que atuava mediante ações de mercenários na região metropolitana de Cuiabá, foram condenados, na última quinta-feira (8), pelo Tribunal do Júri a penas que somam 71 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado.
Claudiomar Garcia de Carvalho recebeu pena de 38 anos e 6 meses de prisão, enquanto Jefferson Fátimo da Silva foi condenado a 33 anos e 3 meses. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins.
Os dois réus foram condenados pela participação no homicídio qualificado de Fábio José Brandão da Silva e por duas tentativas de homicídio qualificadas contra Edivaldo Henrique Pereira Mendes e Wanderson Diego Pereira Laranja.
Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além da causa de aumento de pena decorrente da atuação em grupo de extermínio.
Conforme a denúncia do MPMT, os crimes ocorreram na madrugada de 8 de outubro de 2015, em frente ao ponto “Moto Táxi Cohab Cristo Rei”, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. As vítimas estavam reunidas quando foram surpreendidas por disparos efetuados a partir de uma ação planejada por integrantes da organização criminosa.
Fábio José Brandão da Silva morreu no local. Já Edivaldo Henrique Pereira Mendes foi atingido por um disparo nas costas e sobreviveu após atendimento médico, enquanto Wanderson Diego Pereira Laranja conseguiu fugir sem ser baleado.
De acordo com as investigações, Jefferson Fátimo da Silva forneceu o veículo utilizado pelos executores para chegar ao local do crime, enquanto Claudiomar Garcia de Carvalho foi responsável por disponibilizar a pistola utilizada nos homicídios.
O Ministério Público demonstrou que ambos integravam uma estrutura criminosa voltada à execução de pessoas consideradas, pelos próprios integrantes do grupo, como envolvidas com atividades ilícitas. A organização agia à margem da lei, promovendo uma espécie de “tribunal do crime” e executando suas vítimas em ações características de grupo de extermínio.
Segundo a denúncia, os crimes tiveram como motivação um suposto sentimento de vingança e o propósito de realizar uma “limpeza social”, circunstância reconhecida pelos jurados ao acolherem a qualificadora de motivo torpe. Também ficou comprovado que o ataque foi realizado de forma repentina, dificultando qualquer possibilidade de defesa das vítimas.
A sentença foi proferida pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, Marcos Faleiros da Silva, em conformidade com o veredicto do Conselho de Sentença.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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