Polícia
Polícia Civil recupera multimídias furtadas avaliadas em mais de R$ 30 mil e prende comerciantes em Cuiabá
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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), prendeu em flagrante dois suspeitos e recuperou quatro aparelhos de multimídia automotiva importados, avaliados em mais de R$ 30 mil, que haviam sido furtados de um estabelecimento comercial em Cuiabá.
As investigações iniciaram após a equipe da Derf receber informações sobre um roubo ocorrido no dia 13 de agosto em uma loja de equipamentos automotivos. Durante o monitoramento das redes sociais, os policiais da Derf identificaram um anúncio de venda com os produtos subtraídos, que foram reconhecidos pelo proprietário do estabelecimento.
Com base nessas informações, a equipe policial se deslocou até o estabelecimento que estava anunciando os produtos, localizado na Avenida Carmindo de Campos, em frente ao Shopping Popular. No local, o proprietário foi flagrado comercializando os produtos ilícitos.
Inicialmente, o investigado admitiu possuir apenas um dos aparelhos, mas, após divergências em sua versão e contato com outro suspeito, confessou estar em posse de mais três produtos, que foram entregues posteriormente por sua esposa na delegacia.
A ação resultou na apreensão de quatro aparelhos multimídias. As oitivas da vítima e testemunhas reforçaram a materialidade e autoria do crime, evidenciando a atuação dos comerciantes de som automotivo na venda ilegal dos produtos subtraídos.
O delegado da Derf, Daniel Machado, responsável pela investigação, ressaltou que a ação demonstra a importância do monitoramento das redes sociais aliado ao trabalho de campo da Polícia Civil. “O trabalho rápido e eficaz garantiu a pronta resposta à sociedade, a responsabilização dos envolvidos e a restituição dos bens à vítima”, disse o delegado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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