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Polícia Civil prende suspeitos de pesca predatória na região do Engordador em Várzea Grande

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Dois homens envolvidos em crimes de pesca predatória e contra a fauna foram presos em flagrante pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (7.5), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), às margens do Rio Cuiabá, na região do Engordador, em Várzea Grande.

As investigações iniciaram após diversas denúncias sobre pesca ilegal no local. Diante das informações, investigadores da Dema passaram a monitorar a região e identificaram embarcações utilizadas na prática criminosa.

Durante campana realizada anteriormente, os policiais visualizaram três canoas ocupadas por dois suspeitos utilizando redes de pesca, apetrechos proibidos para atividade pesqueira. Na ocasião, os investigados fugiram ao perceberem a aproximação da equipe policial, abandonando materiais utilizados na ação criminosa.

Na ocasião, os policiais apreenderam uma rede de pesca predatória e identificaram um ponto oculto na mata, utilizado como acesso ao rio e esconderijo das embarcações.

Já nesta quarta-feira (7), os policiais retornaram ao ponto monitorado e flagraram os dois suspeitos utilizando extensa rede de pesca predatória no Rio Cuiabá.

Durante a abordagem, os investigados tentaram fugir, pulando no rio e correndo em direção à mata ciliar, porém foram perseguidos e capturados pela equipe policial. Com os suspeitos, foram apreendidos diversos peixes de espécies proibidas e exemplares em tamanho inferior ao permitido pela legislação ambiental, entre eles piraputanga, pacu, pacupeva e cabeça de jaú.

Nas diligências, os policiais também localizaram e apreenderam nove canoas, três motores do tipo “rabeta” e redes de pesca utilizadas na atividade ilegal, uma delas, com mais de 120 metros e com 11 unidades de peixes capturados.

As equipes seguiram ainda para as residências dos investigados, onde encontraram aves silvestres mantidas irregularmente em gaiolas, além de pássaros sem alimentação adequada.

Ao todo, foram apreendidas sete aves silvestres e duas aves exóticas mantidas em cativeiro. Na casa de um deles, além das aves foram encontrados exemplares de piraputanga.

Todo o material apreendido foi encaminhado à Delegacia Especializada do Meio Ambiente. Os suspeitos também foram conduzidos e após serem interrogados pelo delegado Guilherme Pompeo foram autuados em flagrante pelos crimes de pesca predatória e crimes contra animais silvestres.

Foi arbitrada fiança aos suspeitos, que não pagaram o valor e foram colocados à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre 104 mandados contra facção criminosa envolvida com tráfico e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde

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¿¿A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.

Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.

O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.

Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.

Lavagem de dinheiro

As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.

Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.

Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.

“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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