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Polícia Civil prende preventivamente autor de violência doméstica em Araputanga

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Um homem investigado pela prática dos crimes de ameaça, injúria e vias de fato, no âmbito da Lei Maria da Penha, teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil, na tarde desta quarta-feira (20.5), em ação realizada pelos policiais da Delegacia de Araputanga.

O primeiro registro de violência doméstica contra do suspeito contra a vítima ocorreu no 04 de maio de 2025, quando a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência em um condomínio próximo à creche municipal de Araputanga.

No local, a vítima relatou ter sido agredida física e verbalmente por seu ex-companheiro. Na ocasião, o investigado adentrou a residência da vítima sem autorização, passou a ofendê-la com xingamentos, a empurrou ao chão e a enforcou, cessando as agressões apenas com a intervenção de um vizinho.

Após a ocorrência, a vítima solicitou pelas medidas protetivas de urgência que foram deferidas pela Justiça, porém o suspeito não respeitava as ordens judiciais e continuava reiteradamente a se aproximar da vítima, além de descumprir as condições impostas ao monitoramento eletrônico.

Diante dos fatos, o Ministério Público requereu a decretação da prisão preventiva do acusado, ao argumento de que houve reiterado descumprimento das condições impostas ao monitoramento eletrônico.

Com a ordem prisão preventiva decretada pela Justiça, os policiais da Delegacia de Araputanga realizaram diligências conseguindo localizar o suspeito e dar cumprimento ao mandado. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia de Araputanga para as providências cabíveis e posteriormente será colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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