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Polícia Civil prende motorista de ônibus investigado por estupro de vulnerável em Rondonópolis

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A Polícia Civil cumpriu, na tarde dessa terça-feira (23.6), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 27 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável. A ordem judicial foi expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis.

As investigações, realizadas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Rondonópolis (DEDM), tiveram início após a comunicação dos fatos à Polícia Civil, ocasião em que foi relatado que uma adolescente, de 12 anos, teria sido vítima de abuso sexual praticado por um motorista de transporte coletivo da cidade em março deste ano.

Conforme apurado, o suspeito mantinha contato com a vítima por meio de redes sociais e, aproveitando-se da condição de vulnerabilidade da adolescente, teria praticado os abusos em mais de uma ocasião.

Diante da gravidade das informações recebidas, equipes da DEDM de Rondonópolis iniciaram imediatamente as diligências investigativas necessárias para reunir elementos de prova e subsidiar a representação da autoridade policial pela prisão preventiva do investigado.

Com o deferimento da medida cautelar pelo Poder Judiciário, os policiais civis deram cumprimento ao mandado de prisão. O suspeito foi localizado na região central de Rondonópolis, onde recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia para a realização dos procedimentos legais cabíveis.

“A rápida atuação da equipe da DEDM de Rondonópolis foi fundamental para a adoção das medidas necessárias à proteção da vítima e à responsabilização do investigado, reforçando o compromisso institucional no enfrentamento aos crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes”, afirmou Vinicius Prezoto.

O delegado frisou ainda a importância da denúncia e da comunicação imediata de situações de violência sexual, permitindo uma resposta célere das autoridades e fortalecendo a rede de proteção às vítimas.

“Denúncias podem ser realizadas de forma segura e sigilosa junto às unidades policiais ou por meio dos canais oficiais de atendimento”, completou.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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