Polícia
Polícia Civil prende marido e liberta mulher vítima de violência que vivia trancada em casa
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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Matupá, prendeu em flagrante, nessa segunda-feira (13.10), um homem, de 28 anos, suspeito de submeter sua companheira, de 43 anos, a sucessivas agressões físicas e psicológicas, em uma fazenda localizada próxima à Aldeia Capoto, a cerca de 230 quilômetros de Matupá.
A equipe da Delegacia de Polícia de Matupá tomou conhecimento do caso após receber um extenso material, composto por vídeos e imagens, em que a vítima aparecia com diversos hematomas pelo corpo.
Em uma das gravações, ela chegava a vomitar sangue, relatando ainda estar sendo constantemente agredida e ameaçada pelo companheiro.
De acordo com as mensagens enviadas, a mulher afirmava estar impossibilitada de sair da residência devido ao controle e às agressões do suspeito, relatando, inclusive, que, em determinada noite, precisou dormir em um contêiner de veneno para não permanecer na mesma casa que ele.
Diante da gravidade da situação, uma equipe de investigadores se deslocou até a fazenda em que o casal morava. No local, o suspeito foi encontrado deitado em uma rede do lado de fora da casa, enquanto a vítima estava trancada no interior da residência.
Ao perceber a presença dos investigadores, a mulher pediu socorro. O suspeito recebeu voz de prisão e foi algemado, por medida de segurança, sendo informado sobre seus direitos.
A vítima foi retirada do local em segurança, recolheu alguns pertences pessoais e foi encaminhada à Delegacia de Matupá, onde registrou a ocorrência e solicitou medida protetiva de urgência. O suspeito foi conduzido sem lesões corporais e permanece à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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