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Polícia Civil prende investigado por descumprir medidas protetivas e ameaçar ex-companheira em Cuiabá

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A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (23.6), um homem, de 38 anos, investigado pelos crimes de descumprimento de medida protetiva de urgência, ameaça, perseguição e violência psicológica, em Cuiabá.

A prisão foi realizada por policiais civis da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), após diligências para apurar sucessivos descumprimentos de medidas protetivas impostas em favor da ex-companheira.

Conforme apurado, o investigado teria violado as determinações judiciais nos dias 20 e 22 de junho. Mesmo ciente das restrições impostas pela Justiça, ele continuou tentando contato com a vítima e adotando condutas que colocaram em risco sua integridade e segurança.

Diante da reiteração dos fatos, a Polícia Civil representou pelas medidas cabíveis, sendo decretada a prisão preventiva do investigado pela 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá.

Com a expedição da ordem judicial, os policiais civis intensificaram as diligências e localizaram o investigado em uma residência na região do CPA II, onde foi cumprido o mandado de prisão.

Durante a ação, também foram localizados o veículo utilizado pelo suspeito e documentos pertencentes à vítima.

Após o cumprimento da ordem judicial, o preso foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais cabíveis e colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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