Polícia
Polícia Civil prende homem que não aceitava medidas protetivas e perseguia ex-esposa
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A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (22.7), um homem de 36 anos, investigado por descumprir medidas protetivas de urgência de forma reiterada. Com a prisão, a vítima e os filhos poderão voltar para casa e retomar suas vidas.
O suspeito foi denunciado pela ex-esposa em março deste ano, quando chegou em casa sob efeito de drogas, a ameaçou com uma faca e tentou agredi-la. Na ocasião, ele também disse que, caso ela se separasse, iria cortar a cabeça dela.
Os dois estavam juntos há mais de sete anos e têm quatro filhos juntos, com idades entre um e seis anos. Em depoimento, ela disse que sempre sofreu violência física e verbal, inclusive durante suas gestações, mas que seguia com o marido, acreditando que ele iria melhorar, o que nunca ocorreu. Pelo contrário, as agressões e ameaças foram se agravando.
Após o episódio violento no dia 27 de março deste ano, ela resolveu dar um basta e procurou a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá. Ela foi acolhida, ouvida e optou por requerer medidas protetivas.
O suspeito, no entanto, não aceitou a separação e não respeitou as medidas protetivas, indo à casa da vítima diversas vezes. Diante da gravidade do crime e da persistência do descumprimento, a delegada Judá Marcondes, titular da DEDM, representou pela prisão preventiva do investigado.
O mandado foi expedido pelo Poder Judiciário, mas o suspeito não foi localizado. Para a proteção da vítima, ela e os filhos precisaram ser encaminhados para uma casa de amparo, visto que o suspeito seguia os procurando na residência da família.
Porém, nesta terça-feira (22.7), um investigador da Delegacia da Mulher de Cuiabá encontrou o suspeito em via pública. Como sabia da ordem judicial e da dificuldade para encontrá-lo, o policial deu voz de prisão e conduziu o investigado para a DEDM.
A Delegacia da Mulher reforça que o descumprimento de medida protetiva é crime, previsto na Lei Maria da Penha, e que a prisão é uma medida legal para garantir a segurança da vítima e a efetividade das decisões judiciais.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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