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Polícia Civil prende homem por violência doméstica após vítima procurar atendimento médico
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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (13.11), em Dom Aquino, um homem de 33 anos, suspeito de violência doméstica. A ação teve início após a vítima, de 32 anos, procurar atendimento médico em uma unidade de saúde do município.
Durante o atendimento, a vítima informou à equipe de enfermagem que havia se machucado ao empurrar o marido, o que resultou em um corte na mão esquerda. No entanto, a enfermeira de plantão desconfiou da versão apresentada e questionou a mulher sobre o ocorrido. Diante das inconsistências, a profissional de saúde acionou a Polícia Civil.
Com as informações, uma equipe da Delegacia de Dom Aquino se deslocou até a residência da mãe da vítima, próxima ao posto de saúde, onde encontrou a mulher. Minutos depois, o suspeito também chegou ao local.
Os policiais deram voz de prisão ao homem, que foi conduzido à delegacia. Durante a abordagem, foi possível perceber sinais de embriaguez, como forte odor etílico, olhos avermelhados e fala desconexa.
Na delegacia, a vítima relatou que o marido se torna agressivo sempre que ingere bebida alcoólica. Segundo ela, é comum que, nessas ocasiões, precise sair de casa e buscar abrigo na residência da mãe para evitar novas agressões.
O suspeito foi autuado em flagrante por violência doméstica e permanece à disposição da Justiça.
“A Polícia Civil reforça a importância das denúncias e orienta que casos de violência doméstica sejam imediatamente comunicados às autoridades competentes”, disse o delegado Dario Ferreira.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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