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Polícia Civil prende casal que aplicou golpe de R$ 38 mil em empresa de produtos de harmonização orofacial

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A Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio à Polícia Civil do Paraná, prendeu em flagrante, nesta terça-feira (16.6), em Várzea Grande, um casal, ambos de 25 anos, que receptou produtos para harmonização orofacial, avaliados em torno de R$ 38 mil, oriundos de fraude contra uma distribuidora de Ponta Grossa (PR).

O caso foi comunicado à polícia por uma representante da empresa prejudicada, que procurou a Polícia Civil do Paraná após constatar ter sido vítima de um golpe. Segundo o relato, a empresa vendeu mercadorias avaliadas em R$ 20 mil a um homem que se apresentou como médico e afirmou residir em Goiás. Após a negociação, os produtos foram enviados, no dia 29 de maio, para um endereço localizado no bairro Construmat, em Várzea Grande.

Porém, no dia 8 de junho, a vítima falou com o verdadeiro médico por quem os suspeitos haviam se passado e ele informou que não havia realizado a compra e que seu nome já havia sido usado por terceiros outra vez na mesma região de Mato Grosso.

Após a denúncia, a Polícia Civil do Paraná entrou em contato com a Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande-MT (DEE-VG), que acompanhou a entrega dos Correios nesta terça-feira (16) no endereço indicado pela vítima.

Uma mulher recebeu o material e foi abordada pela equipe policial. Diante do flagrante, a equipe entrou na casa, encontrou o homem e localizou duas caixas de isopor lacradas, com etiqueta dos Correios e tendo como remetente a empresa vítima e como destinatário o mesmo médico que teve o nome utilizado para o golpe, uma que havia acabado de ser entregue e outra de alguns dias antes.

No quarto do casal, os policiais encontraram duas munições de uso restrito e calibre 7.62. Em uma edícula no fundo da residência foi encontrada uma grande quantidade de maconha, separada em tablete, porções e trouxinhas pequenas prontas para venda.

O casal foi preso em flagrante por receptação, associação criminosa, tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico, posse ilegal de munição de uso restrito e integrar organização criminosa.

Segundo o delegado Ruy Guilherme Peral, coordenador do Núcleo de Inteligência da DEE-VG, que está realizando os procedimentos policiais relacionados à prisão, o somatório das penas máximas previstas para os crimes cometidos pelo casal podem chegar a 42 anos prisão.

“Esta ação rápida e precisa é resultante do empenho coordenado de todos os servidores da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande e da integração com a Polícia Civil do Paraná, e reforça o compromisso da Polícia Civil no combate qualificado aos crimes patrimoniais e às organizações criminosas”, afirmou o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Júri condena mercenários a mais de 71 anos de prisão

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Os réus Claudiomar Garcia de Carvalho e Jefferson Fátimo da Silva, apontados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como integrantes de um grupo de extermínio que atuava mediante ações de mercenários na região metropolitana de Cuiabá, foram condenados, na última quinta-feira (8), pelo Tribunal do Júri a penas que somam 71 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado.
Claudiomar Garcia de Carvalho recebeu pena de 38 anos e 6 meses de prisão, enquanto Jefferson Fátimo da Silva foi condenado a 33 anos e 3 meses. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins.
Os dois réus foram condenados pela participação no homicídio qualificado de Fábio José Brandão da Silva e por duas tentativas de homicídio qualificadas contra Edivaldo Henrique Pereira Mendes e Wanderson Diego Pereira Laranja.
Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além da causa de aumento de pena decorrente da atuação em grupo de extermínio.
Conforme a denúncia do MPMT, os crimes ocorreram na madrugada de 8 de outubro de 2015, em frente ao ponto “Moto Táxi Cohab Cristo Rei”, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. As vítimas estavam reunidas quando foram surpreendidas por disparos efetuados a partir de uma ação planejada por integrantes da organização criminosa.
Fábio José Brandão da Silva morreu no local. Já Edivaldo Henrique Pereira Mendes foi atingido por um disparo nas costas e sobreviveu após atendimento médico, enquanto Wanderson Diego Pereira Laranja conseguiu fugir sem ser baleado.
De acordo com as investigações, Jefferson Fátimo da Silva forneceu o veículo utilizado pelos executores para chegar ao local do crime, enquanto Claudiomar Garcia de Carvalho foi responsável por disponibilizar a pistola utilizada nos homicídios.
O Ministério Público demonstrou que ambos integravam uma estrutura criminosa voltada à execução de pessoas consideradas, pelos próprios integrantes do grupo, como envolvidas com atividades ilícitas. A organização agia à margem da lei, promovendo uma espécie de “tribunal do crime” e executando suas vítimas em ações características de grupo de extermínio.
Segundo a denúncia, os crimes tiveram como motivação um suposto sentimento de vingança e o propósito de realizar uma “limpeza social”, circunstância reconhecida pelos jurados ao acolherem a qualificadora de motivo torpe. Também ficou comprovado que o ataque foi realizado de forma repentina, dificultando qualquer possibilidade de defesa das vítimas.
A sentença foi proferida pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, Marcos Faleiros da Silva, em conformidade com o veredicto do Conselho de Sentença.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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