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Polícia Civil prende autor de feminicídio em Alto Boa Vista
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A Polícia Civil prendeu o autor do feminicídio ocorrido nesta madrugada de domingo (22.6), no município de Alto Boa Vista. O suspeito, de 38 anos, foi autuado em flagrante pelo homicídio qualificado.
A vítima, Crisalda Conceição Sousa, de 32 anos, foi localizada sem vida caída nos fundos de um lote próximo da residência do casal. A mulher foi morta por golpes de faca.
A Delegacia de Alto Boa Vista foi acionada para apurar uma ocorrência de briga de casal em uma residência. Imediatamente, os policiais civis foram até o endereço e, ao chegarem, verificaram que a casa estava fechada.
Foram encontradas gotas de sangue na porta e no vidro do lado interno da porta. Na grama da frente da residência havia uma faca com resquícios de sangue e sinais de que um veículo teria saído do local. No interior do imóvel também havia muito sangue.
Na ocasião, os policiais civis conseguiram identificar o morador, o qual já possui passagem criminal por violência doméstica no ano de 2024. Ao seguir o rastro de sangue, a equipe localizou o corpo da vítima caído no fundo de um lote.
Após entrevistar populares, os investigadores identificaram um possível endereço onde o suspeito poderia estar. O homem foi encontrado no local, sentado na área, e ao lado havia um carro Vectra.
A Polícia abordou o suspeito, que confessou o crime. O homem alegou que a vítima havia desferido um tapa em seu rosto.
Em seguida, ele foi conduzido para a Delegacia de Alto Boa Vista, interrogado pelo delegado e autuado em flagrante por feminicídio. Após a confecção dos autos, o preso foi colocado à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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