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Polícia Civil incinera 150 quilos de drogas apreendidas em Lucas do Rio Verde

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Lucas do Rio Verde (330 km de Cuiabá), incinerou, nesta quinta-feira (3.7), 150 quilos de drogas que haviam sido apreendidas na cidade.

A incineração ocorreu após decisão judicial, que permitiu a destruição de drogas apreendidas em Lucas do Rio Verde em 2022, 2023, 2024 e 2025, que estavam acumuladas na delegacia.

Na ação, que contou com a participação da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Vigilância Sanitária, foram incinerados maconha, cocaína, pasta base e lança perfume.

Segundo o delegado Allan Vitor, a incineração garante o gerenciamento adequado das apreensões, evitando o acúmulo de substâncias ilícitas em depósitos policiais.

“Isso reduz riscos de contaminação, extravio, ou mesmo a possibilidade de reintrodução dessas drogas no mercado criminoso”, explicou.

O delegado frisou, ainda, o aspecto operacional e simbólico da incineração, que ocorreu em uma empresa de cerâmica de Lucas do Rio Verde.

“Esse ato representa o êxito de investigações, o comprometimento das forças policiais com a legalidade, e uma clara demonstração de que os esforços empregados no combate ao tráfico geram resultados concretos. Cada quilo destruído aqui hoje significa um prejuízo direto às estruturas das facções criminosas e um avanço na proteção de nossa sociedade”, afirmou.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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