Polícia
Polícia Civil desarticula grupo criminoso que utilizava empresa de transporte para atuar com o tráfico de drogas
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (1º.4), a Operação Caronte, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso que usava uma empresa de transportes para o tráfico de drogas no Estado de Mato Grosso.
Na operação, estão sendo cumpridos três mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário, bem como medidas de bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros até o limite de R$ 3,1 milhões para cada investigado, visando à asfixia patrimonial do grupo e à interrupção do proveito econômico obtido com a atividade ilícita.
Os mandados de prisão são cumpridos na cidade de Várzea Grande e na Penitenciária Central do Estado (PCE).
As investigações tiveram início em janeiro de 2025, após uma abordagem realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) a um motorista de carreta, em Várzea Grande, ocasião em que foram apreendidos 171 quilos de pasta base de cocaína que eram transportados no veículo.
Com o avanço das investigações, foram identificados elementos que indicaram que o proprietário da empresa transportadora seria o verdadeiro responsável pela carga de entorpecentes, utilizando-se da estrutura empresarial e da atividade formal de transporte para ocultar e viabilizar a prática do tráfico de drogas.
As investigações também apontaram que a substância entorpecente foi adquirida com o auxílio de um terceiro investigado na região de Pontes e Lacerda. Este suspeito possui diversas passagens policiais e, atualmente, encontra-se preso na Penitenciária Central do Estado (PCE). Ele responde por homicídios consumados e tentados, além de integrar organização criminosa.
Para o titular da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), Ronaldo Binoti Filho, a operação representa mais uma ação estratégica de enfrentamento ao tráfico de drogas no Estado. “A descapitalização de grupos criminosos reafirma o compromisso institucional com a repressão qualificada ao narcotráfico em Mato Grosso”, disse o delegado.
Nome da operação
Caronte faz referência à figura da mitologia grega incumbida de conduzir travessias ao submundo, simbolizando, no contexto da investigação, o transporte clandestino de drogas sob a aparência de atividade lícita. A denominação remete ao uso da empresa de transportes como fachada para a movimentação de entorpecentes, valendo-se da estrutura logística para mascarar a atuação criminosa.
A ação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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