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Polícia Civil deflagra “Operação Desmonte” e cumpre mandados de prisão e busca em Rondonópolis

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A Polícia Civil deflagrou, nesta segunda-feira (24.11), a operação “Desmonte”, com o objetivo de dar cumprimento a oito mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, em Rondonópolis. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal da cidade.

A investigação que motivou a ação teve início após o roubo em uma farmácia, ocorrido em 22 de junho de 2025, em Rondonópolis. A partir de diligências e levantamentos, a Polícia Civil identificou suspeitos ligados a uma facção criminosa atuante na região.

A ação, desencadeada pela Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, culminou em cinco prisões, sendo duas em decorrência dos mandados e outras três em flagrante, por tráfico de drogas, adulteração veicular e posse irregular de arma de fogo.

A operação também resultou na apreensão de uma motocicleta adulterada, entorpecentes, uma arma de fogo, munições e seis aparelhos celulares. Todo o material recolhido será encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para análise, dando continuidade às investigações.

Prisões preventivas

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra jovens de 20 e 22 anos, ambos com passagens criminais. Eles responderão por roubo majorado pelo concurso de pessoas e pelo emprego de arma de fogo, conforme determinação da 2ª Vara Criminal de Rondonópolis.

Três prisões em flagrante

Durante o cumprimento dos mandados, três pessoas foram presas em flagrante, sendo um homem de 25 anos pelo crime de tráfico de drogas.

Os policiais localizaram porções de substância análoga à maconha dentro do imóvel alvo da diligência. O suspeito foi levado à Derf.

A segunda prisão foi pelo crime de adulteração de sinal identificador de veículo, sendo preso um homem de 28 anos. Na ocasião, uma motocicleta Honda/CG 125 Fan foi apreendida. A numeração do motor não correspondia ao modelo original, indicando adulteração, o que levou à prisão do suspeito.

O terceiro homem, de 71 anos, foi preso por posse irregular de arma de fogo. No local da prisão os policiais apreenderam uma espingarda e oito estojos de munição calibre .32. O proprietário do imóvel foi autuado.

Operação Inter Partes

A Operação Inter Partes integra o programa estadual “Tolerância Zero às Facções Criminosas”, do Governo de Mato Grosso. A iniciativa visa desarticular grupos criminosos envolvidos em tráfico de drogas, extorsão, lavagem de dinheiro, roubos e homicídios.

A Polícia Civil reforça que operações como a “Desmonte” seguirão sendo realizadas de forma contínua, fortalecendo o combate ao crime organizado na região.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Sindicato cobra solução urgente para descontos de consignados

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A recente Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes bilionárias em empréstimos consignados, comprova o que o SINDSPPEN-MT e diversas outras entidades representativas do funcionalismo público de Mato Grosso denunciam há tempos.

Com a retomada recente dos descontos em folha, os valores cobrados dos servidores passaram a ser retidos e depositados em uma conta sob o controle direto do governo do Estado até que as investigações sejam concluídas. O SINDSPPEN-MT e as demais representações sindicais avaliam que, embora a medida impeça que o dinheiro chegue às empresas sob suspeita, ela não resolve o problema principal. Na prática, o funcionalismo público continua sofrendo o desconto mensal e vendo sua renda familiar minguar.

A ação da Polícia Federal dá força à cobrança coletiva por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No entanto, as lideranças sindicais alertam que os trabalhadores não podem ficar esperando os ritos e prazos políticos do parlamento.

“Apoiamos as investigações e a instalação da CPI na Assembleia, mas precisamos ser realistas. Uma comissão parlamentar leva meses para apresentar resultados, e as parcelas são cobradas todo mês. O policial penal e todos os demais servidores precisam de uma solução agora. A geladeira não espera a conclusão de um relatório político”, pontua Lucivaldo Vieira de Sousa, presidente do SINDSPPEN-MT.

A demora para uma decisão definitiva sobre esses contratos tem empurrado milhares de profissionais de diferentes setores do Estado para o superendividamento.

Com a confirmação de que instituições que operavam no sistema do estado são alvo da Polícia Federal, as representações dos servidores defendem que o governo estadual utilize suas prerrogativas para anular os contratos considerados lesivos e abusivos.

A proposta das entidades é que o Estado não se limite a guardar o dinheiro descontado, mas sim que adote uma postura para suspender de vez as cobranças das operadoras investigadas. Essa medida deve garantir que nenhum trabalhador seja punido com restrições em seu nome ou juros adicionais durante o impasse judicial.

“Estamos lidando com a subsistência de pais e mães de família de todas as áreas do serviço público de Mato Grosso. O salário do servidor não pode continuar retido para alimentar uma disputa jurídica sem prazo para acabar. Queremos uma resposta rápida do Estado”, cobra a presidência do SINDSPPEN-MT.

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