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Polícia Civil deflagra operação contra autores de violência doméstica
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (19.11), a Operação Tereza de Benguela, para cumprimento de nove ordens judiciais contra homens investigados por práticas de violência doméstica e familiar contra suas companheiras, oito delas em Cuiabá e uma no Distrito de Nossa Senhora da Guia.
Na operação, deflagrada pela Coordenadoria de Combate à Violência Contra Mulher e Vulneráveis e pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão domiciliar e três de prisão preventiva, expedidas pela Primeira Vara de Violência Doméstica e familiar da capital.
A ação foi realizada às vésperas do Dia da Consciência Negra e no início da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, reforçando o compromisso da Polícia Civil com o enfrentamento à violência de gênero. A campanha busca, por meio de ações e operações, conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra meninas e mulheres em todo o mundo. Trata-se de uma mobilização anual, empreendida por diversos atores da sociedade civil e do poder público, sendo realizadas ações preventivas e de combate à violência contra a mulher.
Tereza de Benguela
O nome da operação é uma homenagem a líder quilombola do século XVIII que governou o Quilombo do Quariterê (ou Piolho), no atual território mato-grossense. Tereza de Benguela liderou a comunidade negra e indígena por mais de 20 anos, organizando a economia, a política e a defesa do quilombo.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Sindicato cobra solução urgente para descontos de consignados
A recente Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes bilionárias em empréstimos consignados, comprova o que o SINDSPPEN-MT e diversas outras entidades representativas do funcionalismo público de Mato Grosso denunciam há tempos.
Com a retomada recente dos descontos em folha, os valores cobrados dos servidores passaram a ser retidos e depositados em uma conta sob o controle direto do governo do Estado até que as investigações sejam concluídas. O SINDSPPEN-MT e as demais representações sindicais avaliam que, embora a medida impeça que o dinheiro chegue às empresas sob suspeita, ela não resolve o problema principal. Na prática, o funcionalismo público continua sofrendo o desconto mensal e vendo sua renda familiar minguar.
A ação da Polícia Federal dá força à cobrança coletiva por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No entanto, as lideranças sindicais alertam que os trabalhadores não podem ficar esperando os ritos e prazos políticos do parlamento.
“Apoiamos as investigações e a instalação da CPI na Assembleia, mas precisamos ser realistas. Uma comissão parlamentar leva meses para apresentar resultados, e as parcelas são cobradas todo mês. O policial penal e todos os demais servidores precisam de uma solução agora. A geladeira não espera a conclusão de um relatório político”, pontua Lucivaldo Vieira de Sousa, presidente do SINDSPPEN-MT.
A demora para uma decisão definitiva sobre esses contratos tem empurrado milhares de profissionais de diferentes setores do Estado para o superendividamento.
Com a confirmação de que instituições que operavam no sistema do estado são alvo da Polícia Federal, as representações dos servidores defendem que o governo estadual utilize suas prerrogativas para anular os contratos considerados lesivos e abusivos.
A proposta das entidades é que o Estado não se limite a guardar o dinheiro descontado, mas sim que adote uma postura para suspender de vez as cobranças das operadoras investigadas. Essa medida deve garantir que nenhum trabalhador seja punido com restrições em seu nome ou juros adicionais durante o impasse judicial.
“Estamos lidando com a subsistência de pais e mães de família de todas as áreas do serviço público de Mato Grosso. O salário do servidor não pode continuar retido para alimentar uma disputa jurídica sem prazo para acabar. Queremos uma resposta rápida do Estado”, cobra a presidência do SINDSPPEN-MT.
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