Polícia
Polícia Civil deflagra operação contra acusados de fornecer suporte logístico e financeiro à facção
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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Comodoro, deflagrou, nesta quarta-feira (22.10), a Operação Fautor, com o objetivo de cumprir mandados de prisão preventiva e busca e apreensão domiciliar contra apoiadores e colaboradores de uma facção criminosa atuante na região de Comodoro.
A operação é resultado de uma investigação de longo prazo, que apura a atuação de indivíduos responsáveis por fornecer suporte logístico e financeiro a membros da facção, tanto custodiados em unidades prisionais quanto em liberdade, garantindo a manutenção das atividades criminosas no interior do Estado.
De acordo com as investigações, os alvos atuavam em diferentes frentes de apoio, incluindo transporte e revenda de entorpecentes, intermediação de valores para custeio de presos, e disponibilização de estruturas e veículos para ocultar atividades ilícitas.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, 12 prisões preventivas e 16 de busca e apreensão, foram apreendidos aparelhos celulares, drogas, bens e objetos utilizados pelos integrantes da facção criminosa para facilitar a atuação local.
As medidas foram autorizadas pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, após representação formulada pelo delegado Mateus Reiners. A operação foi coordenada pela Delegacia de Comodoro e contou com apoio operacional de equipes das Delegacias da Regional de Pontes e Lacerda, Tangará da Serra e Cáceres.
O nome da operação, “Fautor”, tem origem latina e significa “aquele que apoia, fomenta ou protege uma conduta ilícita”. O termo foi escolhido para representar o papel desempenhado pelos investigados como fomentadores e sustentadores da estrutura criminosa, garantindo a continuidade das atividades ilícitas mesmo após as prisões de lideranças do grupo.
“A Operação Fautor simboliza o enfrentamento não apenas ao tráfico de drogas, mas também a toda a rede de apoio que dá sustentação à facção criminosa. A prisão de apoiadores é atingir a base que mantém o crime organizado vivo, quebrando a ideia de impunidade aos que sustentam a narcocultura e a ideologia de faccionados”, afirmou o delegado Mateus Reiners.
Os presos foram encaminhados à Cadeia Pública de Comodoro, onde permanecerão à disposição da Justiça. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes e financiadores da facção atuantes na região de fronteira do Estado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Emeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico
A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida – reuniu nesta sexta-feira (28) as unidades das regiões Leste e Oeste, para o encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (Smcel) – por meio do núcleo de programas e projetos – teve por objetivo debater e fortalecer as práticas pedagógicas de acolhimento e valorização da diversidade cultural nas escolas.
A titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo participou do evento e destacou a importância desses movimentos que só as escolas sabem promover, e o quanto isso transforma a vida das crianças, da comunidade e da sociedade. “Sob o tema “Semeando o Futuro” este evento coroou uma semana repleta de reflexões, atividades realizadas em sala de aula, exposições de trabalhos e apresentações culturais desenvolvidas pelos estudantes, e isso tudo é muito relevante porque nós precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Então todos os migrantes e refugiados compõem o mesmo espaço do nosso planeta, e é exatamente isso que a escola defende”, ressaltou.
A gestora destacou ainda que a secretaria de Educação, atende atualmente, cerca de 700 alunos de família de migrantes e que todos têm os mesmos direitos assegurados pelos brasileiros natos. “E é por isso que estamos aqui para dizer a vocês que são o futuro do país, que possam viver na prática, combatendo a desigualdade, lutando pelos seus direitos e entendendo que todas as pessoas têm direito ao mesmo céu, o mesmo sol e a mesma lua. Que o acolhimento de hoje seja com certeza a finalização de um trabalho desenvolvido em sala de aula do conteúdo, do planejamento e que hoje está culminando nessas apresentações”.
A coordenadora pedagógica Marilene Silva disse que esse movimento realizado pelas unidades escolares surpreendeu pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos durante as apresentações. “Foram três dias de intensas programações. A escola Eunice César abriu o evento na quarta-feira, com apresentações de danças, poesia e artes, ontem os alunos da escola Alino Ferreira apresentaram a chegada dos migrantes no Brasil e hoje os alunos da escola Abdala apresentaram uma coreografia de danças e ato ecológico, com o plantio de mudas. Todos os eventos surpreenderam pela qualidade do enredo e pelo entusiasmo das crianças, todos estão de parabéns”.
Já a professora Zilda Braga, que integra o Núcleo de Programas e Projetos, destacou a participação de todas as unidades escolares envolvidas nessa programação. “A comunidade escolar se uniu para celebrar a riqueza que o intercâmbio de vivências traz para as salas de aula, reforçando o compromisso do município com uma educação inclusiva, humanizada e garantidora de direitos humanos”.
A diretora da Escola Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, agradeceu a participação de toda a comunidade escolar e disse que a todas as unidades envolvidas na programação, se dedicaram para a realização do evento na promoção da cultura de paz, fortalecendo ações voltadas ao respeito, à inclusão e ao acolhimento.
Símbolo de resiliência
Assim como o ipê suporta o inverno rigoroso, a seca extrema e o solo muitas vezes árido para depois florescer com uma força que impressiona, o migrante enfrenta a saudade, a distância e as barreiras culturais sem perder a sua essência. E para marcar o evento “Semeando o Futuro”, a comunidade escolar realizou um ato ecológico com o plantio de três mudas de ipê, representando o legado do projeto pedagógico e o compromisso com o futuro sustentável para a comunidade.
A secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, fez o plantio de uma muda e destacou que tanto o ipê quanto o migrante guardam suas raízes profundas na terra de origem, mas têm a capacidade extraordinária de se adaptar e embelezar qualquer solo onde decidem recomeçar. “Quando tudo parece seco e difícil, o ipê e o migrante mostram que a verdadeira força vem de dentro, transformando o recomeço em uma explosão de cores, vida e esperança”, completou.
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