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Polícia Civil de Mato Grosso prende vice-líder de facção criminosa paulista

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Uma ação rápida realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, culminou na prisão de um homem de 44 anos, considerado como o vice-líder de uma facção criminosa instalada em São Paulo e com ramificações em todo o país.

Segundo denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco-SP), o suspeito exercia a função de “sintonia final da rua” de uma facção criminosa, sendo considerado o principal responsável pela liderança da organização fora do sistema prisional paulista.

A prisão ocorreu na noite desta quinta-feira (3.7), após troca de informações entre a Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) e a Delegacia de Estelionato. Segundo informações, uma mulher teria procurado a Politec para realizar a segunda via de documentos de seus filhos.

Diante do ocorrido, foi levantada a suspeita da legitimidade dos documentos originais. Em seguida, o órgão comunicou a Polícia Civil que, de imediato, procedeu às investigações, chegando até o suspeito, que se encontrava foragido desde 2013, sendo preso no estacionamento de um mercado em Várzea Grande.

Em seguida, os policiais prosseguiram com as diligências até a residência do alvo, no bairro Costa Verde, em Várzea Grande. No local, as equipes policiais apreenderam uma pistola com a numeração raspada, três veículos automotores e diversos aparelhos celulares.

Durante a ação policial, foi possível constatar também que toda sua família, sendo sua companheira, de 32 anos, e seus dois filhos, de 12 e 15 anos, utilizavam-se de documentação falsa.

O homem foi autuado em flagrante pelos crimes de uso de documento falso e posse de arma de fogo com numeração suprimida, cujas penas, somadas, podem chegar a 12 anos de reclusão.

Além disso, foi cumprido um mandado de prisão expedido em 2016 pela 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, decorrente de condenação a 16 anos de prisão pelos crimes de associação criminosa e associação para o tráfico de drogas. Sua companheira também foi autuada em flagrante pelo crime de uso de documento falso.

“Esta prisão representa um duro golpe contra o crime organizado, pois retira das ruas um dos principais articuladores da facção fora do sistema prisional. O trabalho dos diversos setores da Delegacia de Estelionatos de Cuiabá e a integração com a Politec foi fundamental para o êxito da operação e reforça nosso compromisso com a segurança da população”, afirmou a delegada da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, Eliane da Silva Moraes.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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