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Polícia Civil dá dicas de cuidados com o celular durante festas de Carnaval
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Carnaval chegou e, junto com a folia, um possível problema: os furtos de aparelhos celulares em meio aos bloquinhos e festas. Para se prevenir ou diminuir os estragos caso ocorra o furto, a Polícia Civil de Mato Grosso listou dicas de cuidados que as pessoas devem tomar nos foliões.
Segundo o delegado Gustavo Godoy, da Delegacia de Estelionato de Cuiabá, os criminosos que furtam celulares já não cometem o crime mirando a revenda dos aparelhos, mas sim os dados que estão no interior dos telefones.
“Hoje, toda nossa vida está dentro de um celular, como as fotos que a gente tira, as transferências que a gente faz com o aplicativo de banco, pagamento de contas, conversas com nossos parentes, tudo que a gente faz envolve um telefone celular. Por conta disso, os criminosos dão especial atenção e valor a esse tipo de dado”, afirmou o delegado.
E o Carnaval se torna o cenário perfeito para as ações de criminosos, pois há distração, aglomeração e consumo de álcool, deixando as vítimas mais vulneráveis. Eles aguardam um momento de distração, como após uma foto em meio a um grande número de pessoas, para subtrair o aparelho, realizar transferências bancárias e aplicar golpes com o celular da vítima.
“Hoje, o foco dos criminosos são os Pix e transferências rápidas. Estando com o telefone, o criminoso consegue inclusive utilizar a opção de ‘esqueci minha senha’ do aplicativo bancário, que manda uma nova senha, um link para a pessoa clicar no e-mail que, muitas vezes, está gravado no próprio celular subtraído”, disse Gustavo Godoy.
Prevenção
O delegado orienta que as pessoas levem um telefone reserva para as festas, que não tenha nenhum aplicativo bancário instalado, para que, caso seja subtraído, não gere um grande prejuízo.
Caso esta não seja uma possibilidade, Gustavo Godoy aconselha que as pessoas desinstalem todos os aplicativos bancários do aparelho ou deixem apenas uma conta, com pouco dinheiro e que não tenha a opção de pedir empréstimo, para ser usada somente para gastos que precisem ser feitos durante a festa.
“Muitos aparelhos têm a opção de Modo Rua, ou Modo Cofre, que você só pode usar em locais que você define como seguro, como a sua casa. Fora dela, você não consegue fazer algumas operações”, orientou o delegado.
Godoy também instruiu os foliões a não deixar o e-mail de recuperação de senha das contas bancárias salvo no aparelho celular. Assim, caso o criminoso consiga acessar o aparelho, ele não consegue ter acesso à conta bancária.
Outro cuidado importante é reduzir os limites diários e noturnos para transferências Pix, pagamentos de contas e outros tipos de transferências bancárias. Assim, caso o celular seja subtraído, o prejuízo não será grande.
“Além disso, sempre que possível, habilite a biometria do celular para desbloquear o telefone e não permitir que sejam feitas algumas transações com o uso da senha. E caso a única opção seja utilizar senhas de desenho, faça senhas um pouco mais difíceis, que fujam do óbvio, como a letra N, Z, essas mais óbvias. Vamos fugir disso. Tem que ter um pouco mais de criatividade na hora de criar senhas de desenho”, orientou o delegado Gustavo Godoy.
E se o furto acontecer?
Se, apesar de todos os cuidados, o furto acontecer, a primeira coisa a se fazer é avisar as instituições bancárias. Vá até um caixa eletrônico ou pegue o celular de um amigo e entre em contato com o atendimento do banco e realize o bloqueio da conta.
“Além disso, use o aplicativo Celular Seguro, do Governo Federal, que possibilita o bloqueio de todas as transações e aplicativos. Esse telefone vai ser um peso morto para o criminoso, ele não vai conseguir acessar muita coisa”, instruiu o delegado.
Godoy também orientou que os aparelhos possuem um programa para procurar o dispositivo subtraído. Se essa opção não estiver disponível, ainda há a possibilidade de apagar todo o conteúdo do aparelho de forma remota, para preservar seus dados, impedir que o criminoso utilize seus aplicativos bancários e deixar o aparelho inutilizável.
Também é importante que a vítima bloqueie o chip da operadora de telefonia, para que o criminoso não consiga fazer a recuperação de senha dos aplicativos bancários por meio do envio de SMS.
Por fim, é imprescindível que a vítima registre um boletim de ocorrência.
“Orientamos também a registrar o boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou na nossa Delegacia Digital, que está disponível no site da Polícia Civil, para que a polícia possa investigar esse tipo de crime, chegar ao autor do furto ou roubo e recuperar seu telefone celular”, finalizou o delegado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Emeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico
A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida – reuniu nesta sexta-feira (28) as unidades das regiões Leste e Oeste, para o encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (Smcel) – por meio do núcleo de programas e projetos – teve por objetivo debater e fortalecer as práticas pedagógicas de acolhimento e valorização da diversidade cultural nas escolas.
A titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo participou do evento e destacou a importância desses movimentos que só as escolas sabem promover, e o quanto isso transforma a vida das crianças, da comunidade e da sociedade. “Sob o tema “Semeando o Futuro” este evento coroou uma semana repleta de reflexões, atividades realizadas em sala de aula, exposições de trabalhos e apresentações culturais desenvolvidas pelos estudantes, e isso tudo é muito relevante porque nós precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Então todos os migrantes e refugiados compõem o mesmo espaço do nosso planeta, e é exatamente isso que a escola defende”, ressaltou.
A gestora destacou ainda que a secretaria de Educação, atende atualmente, cerca de 700 alunos de família de migrantes e que todos têm os mesmos direitos assegurados pelos brasileiros natos. “E é por isso que estamos aqui para dizer a vocês que são o futuro do país, que possam viver na prática, combatendo a desigualdade, lutando pelos seus direitos e entendendo que todas as pessoas têm direito ao mesmo céu, o mesmo sol e a mesma lua. Que o acolhimento de hoje seja com certeza a finalização de um trabalho desenvolvido em sala de aula do conteúdo, do planejamento e que hoje está culminando nessas apresentações”.
A coordenadora pedagógica Marilene Silva disse que esse movimento realizado pelas unidades escolares surpreendeu pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos durante as apresentações. “Foram três dias de intensas programações. A escola Eunice César abriu o evento na quarta-feira, com apresentações de danças, poesia e artes, ontem os alunos da escola Alino Ferreira apresentaram a chegada dos migrantes no Brasil e hoje os alunos da escola Abdala apresentaram uma coreografia de danças e ato ecológico, com o plantio de mudas. Todos os eventos surpreenderam pela qualidade do enredo e pelo entusiasmo das crianças, todos estão de parabéns”.
Já a professora Zilda Braga, que integra o Núcleo de Programas e Projetos, destacou a participação de todas as unidades escolares envolvidas nessa programação. “A comunidade escolar se uniu para celebrar a riqueza que o intercâmbio de vivências traz para as salas de aula, reforçando o compromisso do município com uma educação inclusiva, humanizada e garantidora de direitos humanos”.
A diretora da Escola Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, agradeceu a participação de toda a comunidade escolar e disse que a todas as unidades envolvidas na programação, se dedicaram para a realização do evento na promoção da cultura de paz, fortalecendo ações voltadas ao respeito, à inclusão e ao acolhimento.
Símbolo de resiliência
Assim como o ipê suporta o inverno rigoroso, a seca extrema e o solo muitas vezes árido para depois florescer com uma força que impressiona, o migrante enfrenta a saudade, a distância e as barreiras culturais sem perder a sua essência. E para marcar o evento “Semeando o Futuro”, a comunidade escolar realizou um ato ecológico com o plantio de três mudas de ipê, representando o legado do projeto pedagógico e o compromisso com o futuro sustentável para a comunidade.
A secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, fez o plantio de uma muda e destacou que tanto o ipê quanto o migrante guardam suas raízes profundas na terra de origem, mas têm a capacidade extraordinária de se adaptar e embelezar qualquer solo onde decidem recomeçar. “Quando tudo parece seco e difícil, o ipê e o migrante mostram que a verdadeira força vem de dentro, transformando o recomeço em uma explosão de cores, vida e esperança”, completou.
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