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Polícia Civil cumpre prisão contra padrasto investigado por estupro de vulnerável

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Um homem investigado por estupro de vulnerável foi preso pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (30.6), no município de Campos de Júlio (553 km a noroeste de Cuiabá), em ação para cumprimento de mandado judicial.

O suspeito, de 32 anos, teve a ordem de prisão preventiva decretada pela Justiça, embasada na investigação da Delegacia de Campos de Júlio para apurar o crime.

As diligências iniciaram após o Conselho Tutelar ser informado sobre um possível abuso sexual contra uma adolescente, atualmente com 14 anos, cometido pelo padrasto da vítima.

A descoberta ocorreu depois que uma colega de escola da vítima procurou por ajuda. Ela relatou que por diversas vezes a adolescente revelou com detalhes os abusos cometidos pelo padrasto. A menor chegou a contar para sua mãe, porém a genitora não acreditou na filha.

Diante das informações a vítima foi atendida pela Conselho Tutelar e ouvida pela psicóloga através da escuta especializada. A mãe da adolescente foi notificada para prestar esclarecimentos.

Com base nos depoimentos da vítima, testemunhas e outros indícios que indicando que a prática libidinosa vem ocorrendo há cerca de 3 anos, a Polícia Civil representou pelo mandado de prisão preventiva do padrasto por se tratar de medida indispensável ao prosseguimento das investigações.

Em cumprimento ao mandado, o suspeito foi localizado pelos policiais civis em um estabelecimento comercial e conduzido para as providências, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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