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Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra suspeito com histórico de violência doméstica

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Policiais civis da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande cumpriram um mandado de prisão preventiva em desfavor de um investigado, de 23 anos, pelos crimes de perseguição, ameaça, violação de domicílio e lesão corporal praticados contra sua ex-namorada, de 21 anos.

De acordo com as investigações, a vítima relatou que, por volta das 4h da manhã do dia 8 de março de 2026, o ex-companheiro invadiu sua residência, passou a acusá-la de traição e a agrediu com socos na cabeça. Durante a ação violenta, o suspeito ainda tomou o aparelho celular da vítima para impedir que ela solicitasse ajuda. Na tentativa de se defender, a jovem sofreu um corte na mão direita.

Mesmo diante das agressões, a vítima conseguiu recuperar o telefone e entrar em contato com sua avó, pedindo socorro. Após a ligação, o agressor fugiu do local, mas continuou a ameaçá-la.

Durante a apuração dos fatos, foi constatado que o investigado já possui histórico de violência doméstica contra outra companheira. Diante da gravidade da conduta e da necessidade de resguardar a integridade física e psicológica da vítima, a Delegada Titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande, Paula Gomes Araújo, representou pela prisão preventiva do suspeito.

O pedido foi deferido pelo Poder Judiciário e o investigado foi localizado e preso por policiais civis, sendo posteriormente encaminhado para Audiência de Custódia, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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