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Polícia Civil captura foragida da Justiça durante investigação por fraude tributária

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A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (1.7), uma mulher, de 31 anos, durante diligências relacionadas a um inquérito policial que apura a prática de crimes contra a ordem tributária, em Cuiabá.

No curso das investigações, a equipe da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz) identificou que a suspeita possuía um mandado de prisão em aberto desde 2019, decorrente de condenação pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Após a confirmação da ordem judicial, investigadores da Defaz realizaram diligências para localizar seu paradeiro, culminando na prisão da foragida no bairro Novo Milênio, em Cuiabá.

A mulher também é suspeita de figurar como responsável por uma empresa alvo de investigação da Defaz por supostos crimes contra a ordem tributária.

O inquérito policial apura prejuízo de aproximadamente R$ 900 mil aos cofres públicos, decorrente de supostos crimes contra a ordem tributária, apurando ainda a possível utilização da suspeita como “laranja” para ocultar os reais responsáveis pela empresa.

Após a prisão, a investigada foi conduzida à Defaz para as providências legais e, posteriormente, encaminhada à audiência de custódia, ficando à disposição do Poder Judiciário.

As investigações continuam com o objetivo de identificar todos os envolvidos e esclarecer a participação de cada um na prática dos crimes contra a ordem tributária.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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