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Polícia Civil apreende arma de fogo com suspeito de violência doméstica em Alta Araguaia

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A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou na manhã desta quarta-feira (17.6), a Operação Sete Placas, para cumprimento de ordens judiciais com foco ação no enfrentamento da violência doméstica e à repressão à posse ilegal de armas de fogo, no município de Alto Araguaia.

Na operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela 1ª Vara da Comarca de Alto Araguaia, em decorrência de investigações relacionadas a crimes de violência doméstica e posse irregular de armamentos. As ordens judiciais foram cumpridas em uma propriedade rural e em um imóvel localizado na região central do município.

Durante a ação, um homem de 70 anos foi preso em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e posse irregular acessório ou munição de uso permitido.

A operação foi deflagrada com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Alta Araguaia, iniciadas a partir da denúncia de uma vítima de 64 anos, que relatou um histórico de violência doméstica sofrida ao longo de décadas. Mesmo após 11 anos de separação, as ameaças continuavam, trazendo grande temor à vítima diante da informação de que o suspeito mantinha armas de fogo em sua posse.

Com base nas informações, foi representado pelas ordens judiciais de busca e apreensão que foram deferidas pela Justiça, sendo cumpridas nesta quarta-feira (17). As equipes conseguiram localizar e abordar o investigado no momento em que ele deixava a propriedade rural.

Durante as buscas no local, os policiais apreenderam uma carabina calibre.357, dezenas de munições de calibres 9mm, .38 e .357, uma maleta para pistola calibre 9 mm e dois carregadores municiados.

Diante da ausência de documentação que comprovasse a regularidade da posse dos armamentos e munições, o suspeito foi conduzido à delegacia, onde foi autuado em flagrante. Após os procedimentos legais, ele foi colocado à disposição da Justiça.

Nome da operação

O nome da operação faz referência à região conhecida como “Sete Placas”, localizada na zona rural do município, onde reside o principal alvo da investigação.

Mulher Segura

A ação faz parte da Operação Mulher Segura, iniciativa desenvolvida nas esferas federal e estadual para ampliar o enfrentamento à violência contra a mulher. Entre as frentes prioritárias estão o cumprimento de mandados contra investigados e foragidos, o monitoramento das medidas protetivas, o acolhimento às vítimas e a integração das forças de segurança na prevenção e repressão aos crimes.

No Estado de Mato Grosso, a ação é coordenada pela Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis da Polícia Civil e tem como objetivo ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança, reforçando a proteção às vítimas e o combate a todas as formas de violência de gênero.

Para o cumprimento dos mandados, foram mobilizados 14 policiais civis e cinco viaturas.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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