Polícia
Operação da Polícia Civil mira investigados por tráfico de drogas ligados à facção criminosa em Rondonópolis
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (13.11), a Operação Narco Zero – Fase III, para cumprir 11 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão contra membros de uma facção criminosa investigados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.
Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Criminal de Rondonópolis e pelo Juiz das Garantias de Cuiabá. As ordens judiciais foram cumpridas por policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis. Durante a ação, três homens, com idades entre 25 e 26 anos, foram presos por força de mandado.
Um dos alvos foi autuado em flagrante por impedir ou atrapalhar investigação, após quebrar o próprio celular durante a abordagem. O suspeito já possui outras passagens criminais.
Nesta quinta-feira (13.11), durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam cinco aparelhos celulares, que serão encaminhados à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para análise. As informações extraídas dos dispositivos serão fundamentais para o avanço das investigações e para a identificação de outros integrantes da organização criminosa.
A operação é uma continuação da Operação Narco Zero, deflagrada em março deste ano, quando foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e realizadas duas prisões em flagrante por tráfico de drogas, receptação e fraude processual.
Na ocasião, também foram apreendidos R$ 14 mil em espécie, um carro de luxo e uma motocicleta furtada, bens que revelaram a movimentação financeira do grupo criminoso.
“Os resultados obtidos até o momento demonstram a eficácia do trabalho investigativo e permitem avançar na identificação de integrantes que agiam em uma facção criminosa em Rondonópolis”, afirmou a delegada Anna Paula Marien Pereira, da Derf de Rondonópolis.
A Operação Narco Zero – Fase III integra a Operação Inter Partes, uma megaoperação estadual da Polícia Civil de Mato Grosso voltada ao combate e à desarticulação de facções criminosas, e faz parte do programa Tolerância Zero às Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso, que reforça o enfrentamento à criminalidade organizada em todo o estado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Sindicato cobra solução urgente para descontos de consignados
A recente Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes bilionárias em empréstimos consignados, comprova o que o SINDSPPEN-MT e diversas outras entidades representativas do funcionalismo público de Mato Grosso denunciam há tempos.
Com a retomada recente dos descontos em folha, os valores cobrados dos servidores passaram a ser retidos e depositados em uma conta sob o controle direto do governo do Estado até que as investigações sejam concluídas. O SINDSPPEN-MT e as demais representações sindicais avaliam que, embora a medida impeça que o dinheiro chegue às empresas sob suspeita, ela não resolve o problema principal. Na prática, o funcionalismo público continua sofrendo o desconto mensal e vendo sua renda familiar minguar.
A ação da Polícia Federal dá força à cobrança coletiva por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No entanto, as lideranças sindicais alertam que os trabalhadores não podem ficar esperando os ritos e prazos políticos do parlamento.
“Apoiamos as investigações e a instalação da CPI na Assembleia, mas precisamos ser realistas. Uma comissão parlamentar leva meses para apresentar resultados, e as parcelas são cobradas todo mês. O policial penal e todos os demais servidores precisam de uma solução agora. A geladeira não espera a conclusão de um relatório político”, pontua Lucivaldo Vieira de Sousa, presidente do SINDSPPEN-MT.
A demora para uma decisão definitiva sobre esses contratos tem empurrado milhares de profissionais de diferentes setores do Estado para o superendividamento.
Com a confirmação de que instituições que operavam no sistema do estado são alvo da Polícia Federal, as representações dos servidores defendem que o governo estadual utilize suas prerrogativas para anular os contratos considerados lesivos e abusivos.
A proposta das entidades é que o Estado não se limite a guardar o dinheiro descontado, mas sim que adote uma postura para suspender de vez as cobranças das operadoras investigadas. Essa medida deve garantir que nenhum trabalhador seja punido com restrições em seu nome ou juros adicionais durante o impasse judicial.
“Estamos lidando com a subsistência de pais e mães de família de todas as áreas do serviço público de Mato Grosso. O salário do servidor não pode continuar retido para alimentar uma disputa jurídica sem prazo para acabar. Queremos uma resposta rápida do Estado”, cobra a presidência do SINDSPPEN-MT.
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