Polícia
Dupla é presa pela Polícia Civil com mais de 150 kg de fio de cobre furtados de empresa de telefonia
Polícia
Dois homens, de 44 e 39 anos, foram presos pela Polícia Civil nessa, quarta-feira (9.7), por furto de fiação de cobre, na cidade de Poconé.
A prisão decorreu de uma investigação, iniciada após denúncia feita por um empresário da região, que observou a ação dos criminosos em frente a sua empresa, situada na Rua São Benedito, área urbana da cidade, no último dia 2.
Com auxílio de imagens de um circuito de segurança e investigações, os policiais conseguiram identificar, localizar e prender os suspeitos, que há vários dias vinham praticando a ação, depredando e furtando o sistema de fiação de empresa de telefonia da cidade, causando expressivos prejuízos financeiros, tanto à empresa quanto à coletividade.
De acordo com a investigação, a dupla estaria transitando por diversos bairros da cidade, cortando cabos de forma suspeita, utilizando um veículo Gol, de cor branca, para armazenar o produto do crime. O carro era equipado com escadas, e ambos faziam uso de uniformes e itens de segurança (capacete, luva, cinto, etc) idênticos ao de empresas de telefonia atuante na região, com intuito de dar legitimidade na conduta e não despertar suspeitas da ação criminosa.
No momento da prisão, no porta-malas do veículo, havia cerca de 300 metros de cabos de cobre, com peso estimado em mais de 150 quilos.
De acordo com os policiais, além dos prejuízos causados à empresa, os crimes acarretam sérios transtornos à sociedade, que fica dias sem acesso à internet e telefonia, até que a rede seja restabelecida.
Após a prisão, em flagrante, os suspeitos foram conduzidos, juntamente com todo material apreendido, até a delegacia para as devidas providências cabíveis.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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