Polícia
Autor de tentativa de feminicídio em Poconé é preso pela Polícia Civil
Polícia
Um homem acusado de tentar matar a ex-companheira em Poconé, foi preso nesta quarta-feira (24.9), durante ação da Polícia Civil para cumprimento de um mandado judicial.
O suspeito, de 37 anos, teve a prisão preventiva decretada por tentativa de feminicídio e ameaça, embasada na investigação da Delegacia de Poconé para apurar o crime. Ele foi preso em uma região de garimpo em Nossa Senhora do Livramento.
O crime
No dia 19 de agosto, a vítima, de 31 anos, estava no seu trabalho quando recebeu uma ligação telefônica de uma pessoa se passando por cliente.
Na sequência, a vítima deixou o estabelecimento comercial e foi surpreendida pelo ex-companheiro, que estava escondido atrás de um poste nas proximidades.
Em seguida o agressor atacou a ex-mulher com pedra, e ainda tentou golpeá-la com uma faca. A vítima reagiu às agressões e conseguiu se desvencilhar do suspeito, que acabou fugindo.
Após ser acionada, a Polícia Civil ouviu a vítima e realizou outras diligências que resultaram na expedição do mandado de prisão preventiva em desfavor do investigado.
Prisão
Com a ordem judicial decretada os policiais civis localizaram o suspeito nesta quarta-feira (24), em uma região de garimpo situado na comunidade Ribeirão Cocais, no município de Nossa Senhora do Livramento.
O homem foi conduzido até a Delegacia de Polícia, interrogado e posteriormente encaminhado para audiência de custódia ficando à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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