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PL deixa convenção para o prazo final e amplia articulações por alianças em Mato Grosso

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O Partido Liberal (PL) definiu que sua convenção estadual em Mato Grosso será realizada em 5 de agosto, data que encerra o período permitido pela Justiça Eleitoral para a homologação de candidaturas e formação de alianças partidárias. A informação foi confirmada pelo presidente estadual da legenda, Ananias Filho.

A escolha do último dia do calendário eleitoral faz parte de uma estratégia da sigla para prolongar as conversas políticas e ampliar as possibilidades de composição antes da oficialização das chapas.

Segundo Ananias, a intenção é aproveitar todo o prazo disponível para avançar nas negociações com possíveis aliados e fortalecer o projeto eleitoral do partido no Estado.

“É o último prazo das convenções, vai ser esse o nosso dia. Para esgotar o máximo possível de condições para novas alianças”, afirmou o dirigente partidário.

Até o momento, o PL possui acordo formalizado apenas com o Partido Novo. Mesmo assim, a direção partidária avalia que ainda há espaço para construir novas alianças e ampliar a base de sustentação política antes das definições oficiais.

As convenções partidárias são etapas fundamentais do processo eleitoral, já que nelas são homologadas as candidaturas e formalizadas as coligações e federações. Neste ano, os encontros devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

Durante as convenções, os partidos oficializam os candidatos aos cargos de governador, vice-governador, senador e suplentes, além dos postulantes à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa. No cenário nacional, também são confirmadas as candidaturas à Presidência e à Vice-Presidência da República.

Ao optar pela última data disponível, o PL sinaliza que pretende manter as tratativas políticas em andamento até o encerramento do prazo legal, na expectativa de consolidar novas alianças para a disputa eleitoral em Mato Grosso.

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Após veto da ALMT, novo presidente do TJ promete retomar reajuste de servidores

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O desembargador José Luiz Leite Lindote, eleito para presidir o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) no biênio 2027-2028, pretende reabrir a discussão sobre o reajuste salarial de 6,8% dos servidores do Judiciário. A proposta foi barrada após a Assembleia Legislativa manter o veto do Executivo, mas o futuro presidente da Corte afirma que buscará uma nova negociação com os deputados estaduais e o governo.

Na avaliação de Lindote, o resultado da votação foi influenciado pela falta de entendimento entre as instituições durante a tramitação do projeto. Ele defendeu uma aproximação maior com o Legislativo e o Executivo para construir uma alternativa que permita conceder o aumento à categoria.

“Eu acredito que faltou um melhor diálogo, um melhor consenso em conversas com a Assembleia e com o governador de Estado”, afirmou o desembargador ao comentar o impasse.

Lindote garantiu que pretende reapresentar a proposta e demonstrou confiança na possibilidade de chegar a um acordo. Segundo ele, a nova tentativa deverá ser conduzida por meio de conversas com os parlamentares, com o objetivo de demonstrar a necessidade da recomposição salarial.

O magistrado também argumentou que os vencimentos dos servidores estão defasados e defendeu que a autonomia entre os Poderes seja respeitada na discussão. Para ele, a possibilidade de outros setores do funcionalismo reivindicarem reajustes semelhantes não deve impedir que o Judiciário busque corrigir a remuneração de seus próprios servidores.

A declaração ocorre após a Assembleia Legislativa manter, na quarta-feira (7), o veto integral ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, que previa o aumento de 6,8% para os servidores efetivos do Tribunal de Justiça. A votação terminou com 12 votos favoráveis à manutenção do veto e seis contrários, enquanto outros seis deputados estavam ausentes.

O veto havia sido apresentado pelo então governador Mauro Mendes (União Brasil), sob o argumento de que a proposta não apresentava estudos atualizados suficientes sobre o impacto financeiro nem indicava uma fonte permanente de recursos para custear a despesa. O governo também apontou possíveis reflexos sobre as contas públicas e o risco de reivindicações semelhantes em outras carreiras.

Com a decisão dos deputados, o reajuste não poderá ser aplicado nos moldes do projeto barrado. Uma nova tentativa dependerá da construção de outra proposta e da articulação necessária para superar os questionamentos que levaram ao veto.

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